Conselho de Representantes da Fenapef planeja ações contra o Pacote de Maldades do Governo

29 de setembro de 2017

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, convocou o Conselho de Representantes da Fenapef para uma videoconferência, nesta terça-feira (26), a fim de discutir ações para combater o Pacote de Maldades do Governo Federal.

De acordo com Boudens, este é o momento ideal para fazer uma reflexão conjunta e decidir quais as melhores estratégias para defender os servidores contra os abusos do governo.

“A certeza que nós temos é que o enfrentamento ocorrerá, incontestavelmente, nas ruas e dentro do Congresso Nacional. Definir o que fazer e como fazer, na atual conjuntura, será primordial para assegurar os nossos direitos, antes mesmo que o Governo coloque em prática esse pacote”, afirmou.

O “pacote de maldades” do Governo Federal, definido junto à revisão da meta fiscal para 2017 e 2018, afeta diretamente os servidores ativos e inativos do Executivo Federal, beneficiados por acordos de reajustes escalonados em quatro anos, além de fixar o salário de ingresso em R$ 5 mil e elevar a alíquota da Previdência de 11% para 14%.

“O Governo apresentou essas medidas com naturalidade, como se não causassem qualquer tipo de impacto. E pior, como se os servidores públicos federais do Executivo fossem os responsáveis pela suposta crise financeira do Governo”, acrescentou o vice-presidente da Fenapef e presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol/DF), Flávio Werneck.

Na próxima semana, o Conselho irá se reunir novamente para avaliar o cenário e apresentar propostas que serão implementadas em caráter de urgência e ao longo do processo, até que se obtenha resultados positivos para os policiais federais.

Histórico

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) convocou carreiras de Estado para uma reunião realizada no dia 30 de agosto, com o secretário de Gestão de Pessoas do MP, Augusto Chiba, a fim de discutir sobre o pacote de contenção de gastos proposto pelo Governo Federal e explicar as razões para o adiamento dos reajustes salariais de 2018 para 2019.

Com a negativa do secretário de buscar soluções junto ao Governo Federal, a Diretoria da Fenapef aposta nas manifestações para pressionar o Congresso.

 

Agência Fenapef



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