Fenapef enaltece o trabalho investigativo dos Policiais Federais na Lava Jato

19 de Maio de 2017

Nas últimas 24h, as operações deflagradas pela Polícia Federal a partir de novas provas obtidas na Operação Lava Jato, revelaram possível envolvimento do presidente da República, Michel Temer, na compra silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (preso por corrupção). O episódio movimentou o cenário político brasileiro e, de acordo com representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), contribui para reforçar o compromisso dos policiais federais brasileiros no combate à corrupção.

“Os fatos revelados nesta quarta-feira pelo jornal O Globo reforçam que o trabalho da Polícia Federal é imparcial, isento, apartidário e detém total autonomia investigativa. A PF não serve a interesses políticos e econômicos, mas atuam exclusivamente para fazer aplicar a lei e servir à sociedade. Não existem privilegiados”, afirma o Presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens. Para ele, a competência das investigações realizadas pelos membros da PF resulta em um trabalho primoroso nos bastidores e que nem sempre é reconhecido pelo noticiário.

As investigações de crimes complexos e de organizações criminosas demandam o emprego da inteligência policial e a realização de ações que são decididas e implementadas pelos policiais federais em tempo real, de acordo com a dinâmica e a cronologia dos fatos, o que resulta em mais eficiência e eficácia na elucidação de crimes.

Para coordenar essa operação, a PF optou por utilizar a ferramenta de “ação controlada”. Nela, os federais acompanharam passo a passo os envolvidos, em suas várias vertentes e ações isoladas, esperando o momento oportuno para realizar prisão em flagrante ou o cumprimento de medida judicial isolada.

“Nós tivemos ações controladas, nós tivemos chip na mochila, tivemos cédulas marcadas, tivemos todos os acompanhamentos dos alvos feitos de maneira técnica. Uma polícia eficiente necessita de celeridade e aplicar todos os recursos de investigação”, reforça o vice-presidente, Flávio Werneck, que defende ainda a modernização da investigação criminal brasileira.

Balanço

Cerca de 200 policiais federais cumprem 49 mandados judiciais, sendo 41 de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão e Distrito Federal com intuito de coletar provas de corrupção e crimes contra a administração pública.

Agentes, delegados e escrivães realizaram busca e apreensão nos imóveis dos investigados, entre eles o senador afastado e presidente do PSDB, Aécio Neves, do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR), entre outros envolvidos. As gravações da PF revelaram que o então presidente do PSDB, senador Aécio Neves, teria pedido R$ 2 milhões ao empresário e dono do grupo JBS, Joesley Batista.

O rastreamento do dinheiro também foi operacionado pelos agentes federais, que revelaram que o depósito foi realizado à uma empresa ligada ao Perrella. Como resultado das investigações, até o momento a PF cumpriu o mandato de prisão preventiva da irmã de Aécio, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros e do assessor de Perrela, Mendherson Souza Lima. Todos os mandados foram assinados pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator dos processos relacionados com a Operação Lava Jato.

DISCRIMINAÇÃO DOS MANDADOS

Minas Gerais – 17 buscas e 3 prisões preventivas
Paraná – 2 buscas e 1 prisão preventiva
Rio de Janeiro – 3 buscas
São Paulo – 7 buscas e 1 prisão preventiva
Maranhão – 1 prisão preventiva
Distrito Federal – 12 buscas e 2 prisões preventivas
*Com informações da Polícia Federal

Agência Fenapef



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