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Carta aos colegas

Por: Luis Antônio Boudens


Caros colegas e brasileiros,

 

Somos a Federação Nacional dos Policiais Federais, um grupo de servidores da Polícia Federal que interrompeu suas atividades normais e rompeu as barreiras da inanição e da aceitação passiva da política de segregação e de sucateamento que alveja o órgão de maior credibilidade do País.

 

E essa está longe de ser uma afirmação meramente corporativista!

 

A Polícia Federal vive atualmente um grande paradoxo: ser um órgão de enorme respeitabilidade junto à sociedade e conviver internamente com a desvalorização, os suicídios, perseguições e o permanente assédio moral.

 

Após percorrer diversas instâncias do Governo Federal, ficou claro que os policiais federais lutam pelo que é justo, mas têm inimigos atentos e perspicazes habitando a própria casa.

 

Enquanto trabalhávamos para melhorar o nome da Polícia Federal, nas salas de investigação e análise, nos centros de formalização dos procedimentos, nos laboratórios de identificação criminal, nas ruas, enfim, um dedicado grupo de servidores ligado a associações de classe se dirigia ao público, através da imprensa, ao Congresso, em um fantástico trabalho de lobby, e até aos outros entes representativos de servidores numa busca irracional por poder e, pela via reflexa, de deterioração da imagem e do reconhecimento dos outros cargos.

 

Em vários momentos, percebemos a direção geral da Polícia Federal acuada por essa pressão. Mas também vimos a modificação nas regras dos concursos: Provas e Títulos para delegados e peritos; atribuições menos relevantes no edital para Papiloscopistas e Escrivães. E o que dizer da Assessoria Parlamentar – ASPAR, setor diretamente ligado ao gabinete central? Durante longos períodos, vimos seu titular percorrer o Congresso Nacional de braços dados como as associações de delegados da Polícia Civil, na busca de aprovação de proposições como a PEC 37/2011 (derrotada) e a recém-aprovada Lei 12.830/2013 (apelidada de “Lei das Excelências).

 

Mas como lutar contra isso? Qual a melhor maneira de usar nosso conhecimento policial, nossa sobriedade, nossa honestidade, nossa força e nossa união contra a tentativa de implementação de um sistema aos moldes de “Casa Grande e Senzala” ou do novíssimo “Sim, Vossa Excelência”?

 

O pensamento sindical vem sendo renovado, mas as lutas são antigas. E quanto mais caminhamos na direção das melhorias em nossa carreira e nas condições de vida das nossas famílias, mais temos a certeza de que o caminho que escolhemos é o correto: trabalho parlamentar forte e honesto, comunicação de qualidade – interna e externa – e agenda permanente com os policiais federais de todos os cargos, os chamados progressistas.

 

Não podemos nem precisamos reagir aos chamados provocativos de alguns poucos representantes da pequena categoria de delegados, que em suas mensagens, artigos e ofícios tentam de todas as formas inovar a Lei, recortar a Jurisprudência ou dizimar a Doutrina do Direito em defesa de suas teses impositivas de uma estrutura retrógrada, imperialista, antidemocrática e injusta para com os dedicados e competentes servidores da Polícia Federal.

 

Nossos 29 colegas que tombaram nos últimos tempos, 12 deles por suicídio, receberão nossa homenagem diária na forma de mais luta, mais dedicação, mais maturidade e mais inteligência.

 

Em breve, muito breve, a sociedade e os governos irão perceber quem tem a razão e o real significado dos números da ineficiência do nosso atual de sistema (burocratizado e elitizado) de investigação criminal.

 

 

 

Luis Antônio de Araújo Boudens
Vice Presidente da Fenapef

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