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Home » Notícias » Nacional » IPL e impunidade duas faces da mesma moeda 

Nacional

09/05/2008


Fenapef Debate 

IPL e impunidade duas faces da mesma moeda  »

Por: Agência Fenapef 



Michel Misse é sociólogo, professor do Instituto de Filosofia e Ciência Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da universidade. Misse e o diretor da Federação Nacional dos Policiais Federais, José Tércio Fagundes são os debatedores do Fenapef Debate que nessa edição discute entre outros temas, a investigação policial, violência e inquérito.
 
Foto: Agência Fenapef
Professor Misse na Fenapef

Michel Misse é um profundo estudioso das múltiplas causas da violência nas capitais brasileiras. ??Uma situação trágica que pelos sistemas policial, judicial e penitenciário?. Para Misse, não há solução simples para o problema que se coloca para o país. O que é certo segundo ele é que como está não pode ficar.

Conforme o professor, no Rio de Janeiro a taxa de solução dos crimes de homicídio é de irrisórios 5%. Soma-se a isso um processo penal falho, um instrumento anacrônico como o inquérito policial e um sistema penitenciário cheio de furos e teremos como resultado a impunidade,  e essa é uma das preocupações do professor. ??Estamos diante de um desafio que é modernizar as polícias, a justiça e o processo criminal e para isso temos que deixar as idéias anteriores de lado e partirmos para o debate?, diz.

Outro ponto destacado por Misse  é a necessidade de se fazer uma diferenciação entre o inquérito policial e a investigação policial. ??Quando se critica o inquérito policial não se está criticando a investigação, mas sim um procedimento que muitas vezes se confunde, quando não atrapalha a investigação. Investigação policial é assunto de polícia, não de instrução judicial?. Misse ressalta que o IPL é uma figura jurídico-administrativa ambígua. ??Na prática essa figura limitou a investigação em razão de  questões cartoriais?.

José Tércio Fagundes ressalta o sistema atual gera uma epidemia de violência e impunidade. ??Nosso movimento sindical está procurando discutir esse assunto e seria importante que todos se envolvessem nesta discussão de forma a não ser corporativista, mas sim em prol da sociedade brasileira?, diz.


 

Fonte: Agência Fenapef 

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