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18/09/2008



Rio de Janeiro 
Morte no 'microondas' 
Polícia encontra 4 corpos que seriam de traficantes queimados com pneus 


Por: O Globo 



Pelo menos quatro corpos carbonizados, que seriam de traficantes mortos numa briga interna de uma facção criminosa, foram encontrados ontem de manhã na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, em Ramos. Cerca de 800 policiais civis e militares entraram no local na manhã de ontem para resgatar os cadáveres, entre eles um que seria de Antônio José Ferreira, o Tota, chefe do tráfico. As equipes da polícia subiram a favela com a informação de que os corpos estavam na localidade conhecida como Torre, onde, de fato, foram encontrados. Os restos mortais só poderão ser identificados por exame de DNA.


Durante a incursão, houve diversos confrontos, deixando os moradores apavorados. Um policial civil morreu e cinco ficaram feridos nas trocas de tiros. Dois supostos bandidos foram mortos no Morro do Adeus, que fica em frente à Nova Brasília, por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Balas perdidas feriram dois moradores.

Devido aos confrontos, operários paralisaram as obras do PAC e o comércio nas favelas do Complexo do Alemão fechou as portas. Houve baixa freqüência nas 22 escolas municipais e creches da região. Além disso, dois postos de saúde ficaram fechados.

No alto da Nova Brasília, ainda saía fumaça dos corpos queimados dentro de pneus (forma de execução chamada de ??microondas?). Os restos mortais foram recolhidos e serão analisados por peritos. Policiais têm a informação de que entre as vítimas está ainda um irmão de Tota, conhecido como Jiló.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, evitou apontar os criminosos que teriam ordenado a execução ocorrida no Complexo do Alemão. Também não confirmou se Tota está entre as vítimas.

Segundo ele, as investigações preliminares revelam que a ordem partiu de um ??comando superior?, provavelmente formado por presos que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

Mas Beltrame não descartou a hipótese de as mortes terem sido encomendadas pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. O criminoso, que cumpre pena no presídio federal de Mato Grosso do Sul, esteve no Rio na segundafeira para assistir ao depoimento de testemunhas num processo a que responde na Justiça Federal.

O secretário compreende que esse é um direito do preso, mas admitiu que é contra a saída do presídio para audiências de criminosos perigosos como Beira-Mar.

Bandidos cercaram equipes de policiais

O clima da operação realizada ontem foi de muita tensão. Equipes de diversas delegacias chegaram a ficar encurraladas. Segundo policiais, traficantes estavam atirando com armas munidas de mira telescópica.

Além disso, bandidos atiraram de metralhadora .30 na direção do helicóptero da polícia, que não foi atingido. O policial Luiz Melo, da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), foi baleado no abdômen e morreu no Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

Baleado na cabeça, o policial Alexandre Marchon, de 37 anos, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), está internado no mesmo hospital em estado grave. Já Rivagner Batista dos Santos, de 44 anos, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), foi baleado na perna esquerda. Foram feridos também, mas sem gravidade, os policiais Marcos Maia, Celso Firmino e Erivaldo Zin. A moradora Elizabeth Dias Pinheiro, de 40 anos, foi baleada no braço direito e atingida por estilhaços no abdômen. Paulo Roberto Soares, de 18 anos, foi ferido de raspão no braço, no vizinho Morro da Fazendinha.

Ele foi socorrido por uma equipe da ONG Médicos Sem Fronteiras.

Na operação, foram apreendidos 20 quilos de cocaína, 30 de maconha, três metralhadoras .30 e duas escopetas calibre 12, além de munição.

Três traficantes foram presos. Uma casa que funcionava como oficina para conserto e fabricação de armas artesanais foi encontrada.

Apesar de a polícia poder fazer novas incursões nos próximos dias, o secretário de Segurança descartou a possibilidade de ocupação permanente na região.

 


Fonte: O Globo 

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