Fala Brasil
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Três pilares
Três elementos importantes para o sindicalismo atual »
Hoje, para o movimento sindical cumprir minimamente bem suas cinco funções básicas: representar, organizar, reivindicar, educar para cidadania e lutar por justiça social, são necessários três elementos essenciais que sustentam estes pilares do sindicalismo.
Dos sindicatos às centrais, nenhuma entidade pode prescindir, nos dias atuais, de assessorias jurídica, parlamentar e de comunicação.
Defesa dos direitos e sua ampliação
O capital é pródigo em desrespeitar os direitos dos trabalhadores no Brasil.
Daí é essencial que as entidades tenham competentes assessorias jurídicas.
Sem este tipo de instrumento, a entidade e a categoria econômica ou profissional que representa ficam à mercê da sanha patronal, que não respeita os direitos e está sempre a ameaçar as conquistas dos trabalhadores.
Luta institucional
A assessoria parlamentar é também essencial para as entidades, de qualquer grau, pois os parlamentos são arenas de luta política e social imprescindíveis para manutenção e ampliação de direitos.
As entidades que estruturam boas assessorias parlamentares não perdem direitos, porque conseguem se manter atentas e ativas nas disputas das políticas públicas do mundo do trabalho e em relação às suas demandas corporativas.
O Congresso Nacional é a principal instituição da democracia representativa.
Cabe ao Parlamento organizar, de modo pacífico, as contradições que a sociedade não quer nem pode assumir, sob pena de jogar o País na barbárie.
Deste modo, a assessoria parlamentar exerce papel importante no atual cenário de disputa no Parlamento, pois contribui para organizar a agenda mais adequada às demandas do movimento sindical no Congresso.
Exemplo concreto deste importante instrumento de organização do debate na arena institucional foi a aprovação da "pauta trabalhista", que nesta conjuntura pauta o debate no movimento sindical e é composta pelas proposições que tratam da redução da jornada de trabalho, salário mínimo, fator previdenciário, convenções 151 (negociação coletiva no serviço público) e 158 (demissão imotivada), trabalho escravo e terceirização.
Os recentes congressos de centrais como o da Nova Central e da Força Sindical pautaram seus debates com base nesta agenda.
Com certeza o 10º Congresso da CUT, que começou nesta segunda-feira (3) e vai até sexta-feira (7) não será diferente. Vai debater a agenda positiva dos trabalhadores no Congresso Nacional.
Em setembro, a CTB realiza seu 2º Congresso Nacional e também debaterá a agenda construída pelas centrais, em maio passado.
Esta agenda, é importante destacar, foi fruto de exaustivo trabalho do DIAP, que apresentou às centrais sugestões para que pudessem construir a agenda ora em debate no movimento sindical.
Comunicação como instrumento de luta
Por fim, mas não menos importante, a comunicação no atual cenário de lutas e reivindicações exerce papel central, pois contribui para materializar o debate que deve romper as fronteiras das entidades.
Sem uma comunicação bem articulada pelo movimento sindical, a batalha pela redução da jornada de trabalho, por exemplo, terá mais dificuldades de ganhar a sociedade, a fim de formar uma opinião favorável a esta importante bandeira de luta da classe trabalhadora.
A comunicação hoje, na sociedade da informação, é essencial para fazer a disputa econômica, política e ideológica.
O capital e seus defensores estão a todo o momento trabalhando esta ferramenta.
O trabalho não pode, nem deve ser diferente.
Sem instrumentos de comunicação, o movimento sindical não terá condições de fazer a disputa à altura das demandas das bandeiras emancipacionistas dos trabalhadores.
(*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap
Fonte: DIAP