A Federação Nacional dos Policiais Federais irá integrar, como entidade representativa da sociedade civil, a Comissão de Legislação participativa da Câmara dos Deputados. A adesão da Fenapef ao colegiado foi acertada nesta quarta-feira , 10, durante reunião entre o presidente da Federação, Marcos Wink e o secretário-geral, João Valderi de Souza com o novo presidente da Comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
O deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB) manifestou apoio às propostas da Federação Nacional dos Policiais Federais ao Projeto de Lei Orgânica. No diálogo com os representantes da Federação, Paulo Abi-Ackel disse que irá trabalhar para que o Projeto seja exaustivamente debatido na Comissão, principalmente no que tange as atribuições dos policiais federais.
A Federação Nacional dos Policiais Federais convocou as eleições para os Conselhos de Ética, Fiscal e Jurídico da entidade. O pleito, sob a coordenação da Comissão Eleitoral Nacional, acontece no dia 25 de março no período das 16h às 18h em Brasília. O registro de candidatura deve ser requerido pela Comissão Eleitoral Nacional até às 18h do dia...
Desde que se desfiliou do DEM para não ser expulso, em dezembro, e de sua prisão, há pouco mais de um mês, o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem mandado recados ameaçadores...
05/02/2010
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que o aumento da violência no estado entre 2008 e 2009 está relacionado à crise econômica e à alta do desemprego.
E afirmou que, após a recuperação da economia, no segundo semestre, os dados começaram a melhorar.
— A média de crimes no ano cresceu porque houve um calombo no primeiro semestre de 2009 em função do desemprego e da crise — disse Serra, após evento num hospital da Zona Sul da capital paulista.
Serra afirmou que, no último trimestre de 2009, houve queda de 4,7% no número de homicídios em comparação com o mesmo período de 2008. Ele reclamou que esses dados foram ignorados pela imprensa, que, disse, deu atenção apenas ao aumento da média anual. Segundo o levantamento, em 2009 os índices de roubo foram os mais altos da década. Foram 257.004 roubos no ano passado, contra 217.867 em 2008, um aumento de 18%.
— Não é um termo jornalístico, mas isso se deve à histerese (um conceito da física). É um fenômeno segundo o qual algo leva mais tempo para melhorar do que levou para piorar. Se você recupera a economia, o índice de crimes melhora, mas numa velocidade menor do que a de quando piorou. Existe defasagem — disse Serra, ao falar do aumento da criminalidade em São Paulo, sobretudo em cidades do interior.
Tucano defende ação da polícia no combate ao crime O governador negou que estivesse se recusando a comentar o levantamento que mostra aumento da violência. Disse que já havia falado sobre o tema no programa da apresentadora Luciana Gimenez, da Rede TV!, na última segunda-feira. E afirmou que estava pronto para explicar os números sobre segurança pública no dia seguinte à divulgação dos dados, mas que viajou para o interior e não foi perguntado sobre o tema. Para Serra, houve uma ação efetiva da polícia no combate à criminalidade, e os números devem melhorar nos próximos meses.
O tucano disse ainda que o aumento de crimes menos graves, como furtos e roubos, em 2009, se deve à subnotificação de ocorrência em 2008, quando a Polícia Civil registrou menos boletins de ocorrência por causa de uma greve.
— Houve subnotificação de alguns delitos por conta da operação padrão que aconteceu em 2008 na Polícia Civil. Isso produziu uma elevação artificial no final de 2009 — disse.
Sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) enviada à Assembleia Legislativa de São Paulo para mudar o nome da Polícia Militar para Força Pública, Serra disse que a medida tem objetivo institucional e não político. Segundo ele, a sugestão de mudança do nome foi dada pelo comando da PM. O governador explicou que Força Pública era um nome tradicional, que foi mudado em 1964 como uma forma de unificar as polícias: — Força Pública é o nome tradicional da PM, como é o caso da Brigada Militar, no Rio Grande do Sul. O comando da PM pediu, e enviamos o projeto.
Não tem qualquer conotação de natureza política, mas institucional, de recuperar uma tradição centenária em São Paulo, com a denominação de Força Pública.
Serra participou da inauguração de áreas reformadas no Hospital do Rim e aproveitou o discurso para cerca de 300 médicos para lembrar de sua ação como ministro da Saúde: — Foi na minha gestão no Ministério da Saúde que demos um grande salto no número de transplantes. Os procedimentos triplicaram.
Fonte: O Globo