O delegado Luiz Fernando Corrêa vai entrar para história da Polícia Federal como o diretor-geral que assumiu o cargo com apoio da maioria dos servidores e irá sair com mais de 80% de rejeição. Mas engana-se quem vê o índice de rejeição do delegado Luiz Fernando apenas como resultado de sua administração. Os mais de 80% de rejeição são também o sintoma de uma polícia com servidores desmotivados e sem a devida valorização de suas funções dentro do órgão...
Historicamente, os Escrivães DE Polícia Federal sempre estiveram atrelados a uma autoridade policial. Historicamente, quando o EPF sai de férias, licença, viaja em missão, de duas uma: ou os inquéritos sob a carga daquele servidor permanecem parados (fato menos comum) ou outro escrivão é designado para acumular aquela carga (fato mais comum), o que é humanamente impossível cumprir a contento. Historicamente, quando um EPF se afasta, por qualquer motivo, quando do seu retorno, percebe que as “torres gêmeas” não caíram e, sim, foram transportadas para a sua mesa...
A revista Época desta semana ainda repercute o plebiscito que reprovou a gestão do atual diretor geral da Polícia Federal. Em nota, a revista registra a esmagadora rejeição ao DG.A publicação destaca que em 22 estados do país os servidores disseram não ao diretor.
A Vigilância Sanitária apresentou laudo reiterando várias determinações anteriores não cumpridas pelo DPF para que as instalações tivessem condições mínimas de funcionamento. “O corpo de bombeiros, depois de realizar inspeção informou que caso a custódia não seja totalmente reformada ou fechada pode haver interdição de todo o prédio da Delegacia”, revela a delegada sindical Bibiana Orsi...
08/03/2010
O Superior Tribunal de Justiça encaminhou à Câmara Legislativa do Distrito Federal pedido de autorização para abrir duas ações penais contra o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), pelos crimes de corrupção de testemunha e falsidade ideológica.
Se os deputados autorizarem a abertura dos processos -o que tem de ser aprovado por um terço dos membros, ou 16 dos 24 distritais-, Arruda se tornará réu. O presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT), disse que quer votar na terça.
Em 21 anos, é a segunda vez que o STJ pede autorização para abrir processo contra um governador -em 2006, houve abertura de ação contra Ivo Cassol (PP), de Rondônia.
A solicitação foi feita pelo ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito da Caixa de Pandora, baseada em denúncias da Procuradoria -uma que acusa Arruda de tentar subornar uma testemunha do mensalão do DEM, o que lhe valeu a prisão preventiva, e outra que o acusa de falsificar notas fiscais. A defesa do governador não quis comentar os pedidos.
Ontem, Arruda deveria ter sido notificado sobre a abertura do processo de impeachment, mas se recusou a assinar o documento. Alegou a falta da íntegra do inquérito.
Fonte: Folha de S. Paulo