Está em curso na Câmara dos Deputados uma operação para sepultar os avanços que agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores do Plano Especial de Cargos construíram dentro do projeto de Lei Orgânica (LO) da Polícia
Federal. O mais incrível é que a manobra não está sendo patrocinada por nenhuma entidade representante de peritos ou delegados, mas sim pelo próprio Departamento de Polícia Federal.
Segundo informações colhidas pela Federação Nacional dos Policiais Federais, os delegados Luiz Pontel de Souza e Roberto Troncon estão pressionando o relator da matéria para PIORAR o texto que trata da LO do DPF. Os assessores do diretor-geral se reuniram com o deputado Laerte Bessa, em horário de expediente, para apresentar sugestões que pioram, E MUITO, o que já era ruim.
A FENAPEF repudia a atuação do DPF em assuntos que foram exaustivamente discutidos na Comissão Especial que debate a LO. Ao fazerem isso, os dois vassalos do diretor não só subestimaram a inteligência do experiente policial e deputado Laerte Bessa, como fizeram uso de suas posições institucionais para favorecer uma única categoria, e ainda atrapalhar os avanços dos demais servidores.
Mais do que isso. O exército de dois homens do “dotô" Luiz Fernando tentou retirar do texto qualquer palavra que possa representar valorização nas atribuições dos servidores. Para ambos, como também para a atual cúpula da Polícia Federal, os agentes, escrivães e papiloscopistas não devem ter atribuições maiores do que carregar CPUs, malotes, entregar intimação, guardar presos e, quem sabe até, servir-lhes o café.
Já aos delegados, TUDO: chefias, mordomias, carreira jurídica, adidâncias e o disparate de serem chamados de excelências, em razão de sua sonhada carreira jurídica.
A aberração patrocinada pela cúpula do DPF mostra que aquilo que o “dotô” Luiz Fernando diz, na verdade, não se escreve. Na mesma Câmara dos Deputados, onde delegados ligados a ele trabalham para que os servidores não tenham qualquer avanço, o DG disse que a Polícia federal valoriza a “meritocracia”. Ora, se este tipo de conduta, que acentua o
apartheid funcional dentro do DPF, é “valorizar a meritocracia”, então não entendemos mais nada.
No fundo, no fundo, nem mesmo o “dotô" Luiz Fernando acredita no que fala. Ele, que um dia disse que iria trabalhar por um DPF que valorizasse o servidor, hoje, por meio de seus “homens”, atua para manter privilégios.
Mas, se existe um lado bom nessa situação, é o fato de que condutas como a dos delegados Pontel e Troncon aniquilam o restante da confiança dos 20% do efetivo que ainda acreditavam na atual administração, conforme o plebiscito realizado pela FENAPEF.
De nossa parte, nos manteremos vigilantes e denunciaremos qualquer tipo de manobra do DPF contra os policiais e servidores do Plano Especial de Cargos. A FENAPEF e os Sindicatos não pouparão esforços nem ações para evitar que a Polícia Federal do Brasil seja usada para atender interesses que não os da sociedade brasileira.
Federação Nacional dos Policiais Federais