Três dias de suspensão foi a pena disciplinar definida pelo superintendente da PF em Minas, delegado Fernando Durán Poch, contra o agente Josias Fernandes Alves, Diretor de Comunicação da Fenapef, por ter faltado ao serviço para participar de assembleia geral da entidade, em Brasília, em 2010.
A determinação do Tribunal de Contas da União é taxativa: a Polícia Federal tem até o fim deste ano para substituir os terceirizados que atuam no controle migratório nos aeroportos por servidores contratados por concurso público. Pelo artigo 144 da Constituição, a fiscalização aeroportuária é atribuição da PF, indelegável...
Você falha quando acha que está sempre seguro mesmo em sua própria casa ou realizando atividades rotineiras. Falha quando acredita que a violência só atinge as outras pessoas ou está restrita a certos lugares. Erra quando não aproveita a primeira oportunidade para reagir ou quando reage no momento errado.
"Os delegados querem isonomia com o Judiciário e o Ministério Público. Querem isso para depois pedirem aumento salarial. Sempre sonharam com isso", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. Para ele, as formalidades do tratamento a delegados são um desserviço.
Enquanto os países ricos estão tornando cada vez mais duras as leis para imigrantes ilegais a última investida partiu do estado do Arizona, nos Estados Unidos, que aprovou uma legislação para criminalizar a imigração ilegal o Brasil está caminhando na direção contrária. O Ministério do Trabalho colocou em audiência pública proposta para modernizar a política migratória brasileira.
Um dos pontos chave é o artigo que classifica a migração não documentada ou irregular como uma infração administrativa, não estando, portanto, sujeita à sanção penal. A proposta ficou em audiência pública até 15 de julho e agora segue para a aprovação final do Conselho Nacional de Imigração.
Segundo o presidente do Conselho, Paulo Sérgio de Almeida, o princípio adotado pelo Brasil é o da não criminalização dos migrantes simplesmente porque trabalham sem documentos. De acordo com ele, essa regra já é praticada, mas, uma vez colocada em lei, tornará mais forte o discurso brasileiro contra os países que têm adotado essa prática.
Na verdade, a criminalização viola os princípios internacionais de proteção aos direitos fundamentais das pessoas, argumenta.
Almeida explica que cabe ao Conselho Nacional de Imigração a formulação da Política Nacional de Imigração.
Aprimoramento Nos últimos anos, uma série de medidas foi tomada para atualizar a legislação vigente, tendo em vista o novo contexto da imigração no mundo e os acordos internacionais, especialmente os firmados no âmbito do Mercosul, que visam simplificar a mobilidade de pessoas entre os países. De acordo com Almeida, o Brasil vê com preocupação a crescente adoção de medidas de maior controle migratório por parte de vários países. São atitudes contraditórias ao fenômeno da globalização das relações econômicas e culturais, observa.
O Ministério do Trabalho está convencido de que essas medidas coercitivas, mais o aumento dos fluxos migratórios, contribuíram significativamente para o incremento do número de migrantes em situação irregular, o que eleva potencialmente a possibilidade de maiores e mais graves violações dos direitos humanos.
O novo contexto migratório se caracteriza pela formação de grandes comunidades brasileiras no exterior, ao mesmo tempo em que também aumenta, devido à situação de crescimento econômico do país, o fluxo de pessoas no sentido oposto. O Brasil conta hoje com mais de três milhões de cidadãos vivendo no exterior. Os estrangeiros que moram aqui já são mais de 900 mil, a maioria deles oriundos de fora da América Latina e Caribe.
A questão migratória hoje é prioridade nos Estados Unidos e no Reino Unido. O programa de legalização faz parte de muitas propostas de reforma da imigração nos EUA. No Reino Unido, a esse aspecto não é considerado como uma opção. Na verdade, para os britânicos o foco agora é muito mais nos imigrantes qualificados e legais do que nos que chegam ilegalmente. O país inclusive estabeleceu um limite à entrada de profissionais qualificados de fora da União Europeia.
FGTS no Japão
brasileiros que moram no Japão e que já trabalharam no Brasil com carteira assinada poderão sacar o saldo da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sem precisar retornar ao país.
Convênio nesse sentido, assinado entre a Caixa Econômica Federal e o Itamaraty, será anunciado em Nagoia em 1º de agosto durante solenidade prevista para comemorar os 20 anos da presença brasileira no Japão. A medida entra em vigor em 2 de agosto. Segundo a Caixa Econômica Federal, para sacar o FGTS os trabalhadores brasileiros residentes no Japão têm que se enquadrar nas possibilidades previstas em lei. O saque é permitido para o trabalhador demitido sem justa causa, com contrato de trabalho por prazo determinado, na aposentadoria e também na hipótese de a conta ter ficado inativa, o que significa pelo menos três anos sem depósitos
Fonte: Correio Braziliense