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Home » Notícias » Nacional » AGU pede bloqueio de bens de fantasmas

Nacional

29/07/2010


AGU pede bloqueio de bens de fantasmas »



A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação de improbidade administrativa na Justiça Federal de Brasília contra seis envolvidos na contratação de duas funcionárias fantasmas para o gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB). A ação pede o bloqueio de bens dos supostos fraudadores para garantir, ao fim do processo, a devolução de cerca de R$88 mil aos cofres públicos. O dinheiro corresponde a salários pagos indevidamente às funcionárias entre março de 2009 e maio de 2010.

As irmãs Kelriany e Kelly Silva foram empossadas por meio de procuração e nunca deram expediente no Senado. A contratação foi planejada por integrantes da família Bicalho: Kátia, Antonio, Mônica, Ricardo, Nélia e Nádia. Com exceção dos dois primeiros, todos eram funcionários do gabinete de Efraim Morais. Kátia era funcionária terceirizada do Senado e Antonio era aposentado e foi motorista do gabinete do senador.

Mônica teria convencido Kelriany e Kelly, das quais era amiga de infância, a assinar documentos como se fosse para receber uma bolsa de estudos da Universidade de Brasília (UnB) no valor de R$100 para cada. Na verdade, elas foram contratadas para o gabinete, mas não sabiam. As laranjas souberam da fraude ao tentar abrir conta em banco. Foram informadas que tinham salário de R$3.800 cada. Após o repasse de R$100 da bolsa falsa, a acusada embolsava o restante.

A fraude veio à tona em maio. À época, Mônica divulgou nota informando que o parlamentar não sabia da irregularidade. O senador exonerou Mônica e as duas funcionárias fantasmas.

Apartamento funcional cedido para filho morar

O Ministério Público entrou ontem na Justiça Federal com ação de improbidade contra João Carlos Zoghbi, ex-diretor da Subsecretaria de Administração de Pessoal do Senado. Ele é acusado de ter ocupado ilicitamente imóvel funcional de propriedade da União, sob administração do Senado, entre janeiro de 2005 e maio de 2009. A intenção é ressarcir os cofres públicos e punir Zoghbi pela irregularidade.



Ele poderá ser condenado a pagar os alugueis referentes ao tempo de uso do imóvel e os juros de mora. Poderá também ser multado pela fraude cometida. Segundo a ação, Zoghbi morava numa casa no Lago Sul, bairro de luxo de Brasília, e cedeu o apartamento funcional para o filho, Ricardo Zoghbi, morar com mulher e filha. É proibida cessão de imóvel funcional a terceiros.

Fonte: O Globo

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