OPF

HUMOR

LEITURA E LAZER

NÍVEL SUPERIOR

VEJA TAMBÉM

Sindical

Superintendente da PF manda punir servidor por participar de reunião sindical» Superintendente da PF manda punir servidor por participar de reunião sindical

Três dias de suspensão foi a pena disciplinar definida pelo superintendente da PF em Minas, delegado Fernando Durán Poch, contra o agente Josias Fernandes Alves, Diretor de Comunicação da Fenapef, por ter faltado ao serviço para participar de assembleia geral da entidade, em Brasília, em 2010.

Nacional

TCU manda acabar com terceirização em aeroportos» TCU manda acabar com terceirização em aeroportos

A determinação do Tribunal de Contas da União é taxativa: a Polícia Federal tem até o fim deste ano para substituir os terceirizados que atuam no controle migratório nos aeroportos por servidores contratados por concurso público. Pelo artigo 144 da Constituição, a fiscalização aeroportuária é atribuição da PF, indelegável...

Nacional

Certas coisas não podem falhar nunca!» Certas coisas não podem falhar nunca!

Você falha quando acha que está sempre seguro mesmo em sua própria casa ou realizando atividades rotineiras. Falha quando acredita que a violência só atinge as outras pessoas ou está restrita a certos lugares. Erra quando não aproveita a primeira oportunidade para reagir ou quando reage no momento errado.

Nacional

''Vossa Excelência'', o delegado da polícia» ''Vossa Excelência'', o delegado da polícia

"Os delegados querem isonomia com o Judiciário e o Ministério Público. Querem isso para depois pedirem aumento salarial. Sempre sonharam com isso", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. Para ele, as formalidades do tratamento a delegados são um desserviço.

Home » Notícias » Justiça » As janelas quebradas do sigilo

Justiça

25/08/2010


As janelas quebradas do sigilo »



A Justiça Federal determinou ontem à Receita Federal que entregasse, no prazo de duas horas, as informações levantadas no curso da sindicância que apura o vazamento de dados sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Os dados fiscais do tucano foram usados num dossiê supostamente montado por integrantes da campanha da petista Dilma Rousseff, que nega envolvimento.

 



Além de poder tirar cópias de tudo o que já foi levantado na sindicância da Receita, a Justiça Federal determinou que, a partir de agora, Eduardo Jorge terá o direito de acompanhar todo o processo administrativo para identificar os responsáveis pelo vazamento.



O tucano afirma que seus dados fiscais foram vazados e enviados para o comitê de campanha de Dilma Rousseff. Em sua decisão, o juiz Antonio Claudio Macedo da Silva lembra que o poder público deveria proteger os dados dos cidadãos, e não expô-los, como aconteceu. Ele diz que alguns setores do governo mantêm uma relação promíscua com jornalistas, o que, de tão banal, não tem causado indignação na sociedade.



"Não se pode admitir um Estado Leviatã, no qual tudo que é sigiloso vaza para a imprensa, a exemplo de processos e investigações criminais, bem como dados derivados de quebra judicial de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático, os quais têm sido veiculados indevidamente, ainda que legalmente protegidos por hipótese de sigilo", argumentou o juiz, citando a obra do filósofo inglês Thomas Hobbes, publicado em 1651, cujo título se deve ao monstro bíblico Leviatã. "Penso que o Brasil convive há muito tempo com janelas quebradas na vizinhança da proteção ao sigilo, havendo uma relação promíscua entre setores da administração pública e setores da imprensa", escreveu.





Juiz se sentiria "desnudado"

 

O juiz chega a se pôr no lugar de Eduardo Jorge, parafraseando um trecho do livro "O processo", de Franz Kafka, cujo personagem é acusado de um crime que não cometeu. O magistrado afirma que, se descobrisse seu sigilo fiscal quebrado ao folhear um jornal, provavelmente se sentiria "desnudado e ultrajado". "Não sei se me sentiria desnudado, ultrajado ou ambos os sentimentos invadiriam o meu ser. De plano, com certeza, me lembraria do Leviatã hobbesiano ou do big brother de George Orwell, em "1984". A primeira pergunta seria: que Estado é esse?"



A Receita resistira, tentando liberar os dados somente ao final da apuração. E sustentara que permitir o acesso à sindicância poderia "trazer danos ao interesse público". Mas o juiz não concordou. Os dados foram entregues a advogados de Eduardo Jorge ontem mesmo. Para o tucano, porém, a Receita continuará fazendo "o que quer", e não haverá conclusão alguma sobre o vazamento:



- Acho que a Receita está fazendo uma enrolação. Continuo em desvantagem. A gente não tem acesso às provas. Eles fazem o que querem.

Fonte: O Globo

   Enviar para Facebook Enviar para Facebook Imprimir

Efetue Login para ler os Comentários.