Três dias de suspensão foi a pena disciplinar definida pelo superintendente da PF em Minas, delegado Fernando Durán Poch, contra o agente Josias Fernandes Alves, Diretor de Comunicação da Fenapef, por ter faltado ao serviço para participar de assembleia geral da entidade, em Brasília, em 2010.
A determinação do Tribunal de Contas da União é taxativa: a Polícia Federal tem até o fim deste ano para substituir os terceirizados que atuam no controle migratório nos aeroportos por servidores contratados por concurso público. Pelo artigo 144 da Constituição, a fiscalização aeroportuária é atribuição da PF, indelegável...
Você falha quando acha que está sempre seguro mesmo em sua própria casa ou realizando atividades rotineiras. Falha quando acredita que a violência só atinge as outras pessoas ou está restrita a certos lugares. Erra quando não aproveita a primeira oportunidade para reagir ou quando reage no momento errado.
"Os delegados querem isonomia com o Judiciário e o Ministério Público. Querem isso para depois pedirem aumento salarial. Sempre sonharam com isso", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. Para ele, as formalidades do tratamento a delegados são um desserviço.
Nos próximos dias, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) enviará ao Senado uma nota com sugestões de alterações no projeto de lei que promove uma reforma no Código de Processo Penal. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em março e aguarda votação em plenário.
A nota aprovada pelos conselheiros do CNJ sugere mudanças em alguns dos artigos do projeto, elaborado por uma comissão de juristas convocada pelo presidente do Senado, José Sarney. Embora algumas sugestões sejam pontuais, o CNJ ataca uma das principais alterações propostas pelo Senado no processo penal. O PL cria o juiz de garantias, que passa a ser o responsável por decidir todas as medidas pedidas pela polícia ou Ministério Público durante uma investigação - como quebras de sigilo, escutas telefônicas e prisões provisórias. A partir do momento em que o processo penal é aberto, seu julgamento fica a cargo de outro juiz. O objetivo é separar o juiz responsável pela produção das provas daquele que julgará a causa, sob a alegação de que o último acaba "se contaminando" na fase de investigação e perdendo a parcialidade na hora de julgar a ação.
O juiz de garantias, que já é alvo de críticas do Judiciário e do Ministério Público, agora é contestado também pelo CNJ, que acredita que ele é incompatível com a atual estrutura da Justiça, já que 40% das comarcas do país possuem apenas um juiz. "Essa ideia é impraticável no Brasil", diz o juiz federal Walter Nunes, conselheiro do CNJ.
O CNJ também sugeriu que o Senado altere o artigo do projeto que lista as hipóteses para que um juiz seja impedido de julgar uma ação - mecanismo chamado de "exceção de suspeição". Hoje, o código processual lista as hipóteses em que isso pode ocorrer: se for amigo ou inimigo do réu ou do acusador ou se responder a ação semelhante, entre outras. O projeto do Senado amplia esse rol de situações ao prever que o juiz deve se afastar da causa "se mantiver relação de natureza econômica ou moral com as partes", o que pode dar margem a diversas interpretações. O CNJ sugere uma ampliação ainda maior e propõe que o PL deixe claro que a lista de situações é meramente exemplificativa, podendo surgir outras.
A chamada exceção de suspeição tem sido usada pela defesa de réus em processos por crime do colarinho branco para afastar ou protelar o julgamento das causas. O maior alvo de recursos desse tipo hoje é o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro. De Sanctis é o responsável pelo julgamento das ações geradas pelas operações Satiagraha, que envolve o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, e Castelo de Areia, cujos réus são executivos da Camargo Corrêa.
Fonte: Valor Econômico