Três dias de suspensão foi a pena disciplinar definida pelo superintendente da PF em Minas, delegado Fernando Durán Poch, contra o agente Josias Fernandes Alves, Diretor de Comunicação da Fenapef, por ter faltado ao serviço para participar de assembleia geral da entidade, em Brasília, em 2010.
A determinação do Tribunal de Contas da União é taxativa: a Polícia Federal tem até o fim deste ano para substituir os terceirizados que atuam no controle migratório nos aeroportos por servidores contratados por concurso público. Pelo artigo 144 da Constituição, a fiscalização aeroportuária é atribuição da PF, indelegável...
Você falha quando acha que está sempre seguro mesmo em sua própria casa ou realizando atividades rotineiras. Falha quando acredita que a violência só atinge as outras pessoas ou está restrita a certos lugares. Erra quando não aproveita a primeira oportunidade para reagir ou quando reage no momento errado.
"Os delegados querem isonomia com o Judiciário e o Ministério Público. Querem isso para depois pedirem aumento salarial. Sempre sonharam com isso", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. Para ele, as formalidades do tratamento a delegados são um desserviço.
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A Polícia Federal de Governador Valadares disse ontem que tenta descobrir quem é o responsável por planejar a viagem que acabou na morte de dois brasileiros no massacre no México. Além do silêncio dos envolvidos no esquema, a maior dificuldade é comprovar o envolvimento dos "cônsules" - agenciadores que enviam imigrantes clandestinos para o exterior - e responsabilizá-los pelo crime.
Esse tipo de agenciamento é comum na cidade do Vale do Rio Doce e em todo o leste de Minas. Mas, no caso dos amigos Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, e Hermínio Cardoso dos Santos, de 24, a tentativa de travessia ilegal para os EUA terminou de forma trágica.
Fernandes teve o corpo identificado entre as vítimas da chacina de 72 imigrantes ilegais. Os documentos de Santos também foram encontrados no local do massacre e há suspeita de que ele esteja entre os mortos.
O chefe da unidade da PF em Governador Valadares, delegado Cristiano Campidelli, afirmou ao Estado que deve conversar com as famílias das vítimas para tentar identificar o responsável pelo planejamento da viagem, iniciada pela Guatemala. Campidelli disse que o objetivo da investigação é tentar apurar as condições em que os jovens "contrataram" a viagem, para verificar se houve algum crime por parte do "cônsul". "O problema é que pôr uma pessoa no avião e enviá-la para fora do país não é crime", observou. A PF também quer verificar se há relação entre os brasileiros responsáveis pelo esquema e o cartel mexicano.
Ameaças. A polícia também deve verificar a origem das ligações recebidas por parentes de Fernandes no Brasil. O delegado negou ter recebido denúncias de ameaças contra parentes do rapaz, mas uma tia de Juliard, Maria da Glória Aires, disse, na segunda-feira, que a família dele em Santa Efigênia de Minas recebeu dois telefonemas estranhos.
Segundo ela, uma pessoa ligou se identificando como integrante da Polícia Federal no Rio de Janeiro. No segundo telefonema, um homem afirmou ser da polícia de imigração dos EUA. Glória afirmou estar preocupada porque soube, por meio da imprensa, que parentes de outras vítimas da chacina - incluindo o único sobrevivente - que vivem nos EUA foram ameaçados por integrantes dos Los Zetas.
Fonte: Estado de S. Paulo