Três dias de suspensão foi a pena disciplinar definida pelo superintendente da PF em Minas, delegado Fernando Durán Poch, contra o agente Josias Fernandes Alves, Diretor de Comunicação da Fenapef, por ter faltado ao serviço para participar de assembleia geral da entidade, em Brasília, em 2010.
A determinação do Tribunal de Contas da União é taxativa: a Polícia Federal tem até o fim deste ano para substituir os terceirizados que atuam no controle migratório nos aeroportos por servidores contratados por concurso público. Pelo artigo 144 da Constituição, a fiscalização aeroportuária é atribuição da PF, indelegável...
Você falha quando acha que está sempre seguro mesmo em sua própria casa ou realizando atividades rotineiras. Falha quando acredita que a violência só atinge as outras pessoas ou está restrita a certos lugares. Erra quando não aproveita a primeira oportunidade para reagir ou quando reage no momento errado.
"Os delegados querem isonomia com o Judiciário e o Ministério Público. Querem isso para depois pedirem aumento salarial. Sempre sonharam com isso", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. Para ele, as formalidades do tratamento a delegados são um desserviço.
30 dias das eleições, uma ação da Polícia Federal (PF) na manhã de ontem provocou constrangimento na cúpula do Banrisul, comoção no mercado publicitário e reação no meio político gaúcho. Um dirigente do banco e dois diretores de agências de propaganda foram presos em Porto Alegre por suposto envolvimento em desvios de recursos que teriam gerado prejuízo de cerca de R$ 10 milhões ao Banrisul.
A operação, denominada Mercari (comprar para vender, em latim), também sacudiu a cena eleitoral. O Banrisul é subordinado a uma candidata ao governo do Estado, a governadora Yeda Crusius, do PSDB, e, no período sob investigação o banco estava sob controle de uma pessoa indicada pelo PMDB, partido de outro candidato ao Piratini, José Fogaça. Os dois são adversários de Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, que chefiava a PF até sete meses atrás e concorre ao Piratini, pelo PT.
A ação de ontem foi conduzida por 76 policiais federais, além de integrantes do Ministério Público Estadual e do Ministério Público de Contas. As investigações apontam que ações de marketing do Banrisul, contratadas junto a agências publicitárias, seriam superfaturadas via empresas terceirizadas. Os verdadeiros executores dos serviços receberiam quantias bem menores do que a verba desembolsada oficialmente pelo banco – e parte do dinheiro seria desviada, afirma a PF.
A investigação começou há 11 meses, quando uma testemunha-chave afirmou que dirigentes do banco receberiam propina para aceitar orçamentos publicitários superfaturados. Conforme o depoente, o serviço é aprovado com um valor, quando, na verdade, custaria muito menos.
– Um projeto que custaria em torno de R$ 350 mil foi faturado em R$ 546 mil – exemplificou a testemunha, protegida por policiais porque teria recebido ameaças.
Três prisões em flagrante
Os policiais prenderam em flagrante dois dirigentes de agências publicitárias: Armando D’Elia Neto, da DCS, e Gilson Storck, da SLM, além do superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg. A justificativa da PF: eles guardavam, em suas casas, dinheiro sem origem identificada (o equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões, em dólares, libras, reais e euros).
Manter dinheiro em casa não é crime, mas nenhum dos três soube (ou quis) explicar a origem de tamanha quantia não declarada. Parte do dinheiro apreendido na residência do superintendente do Banrisul estava envolvida em cintas de papel com a inscrição “Tesouraria DCS”.
Os publicitários foram presos por suspeita de lavagem de dinheiro, e o funcionário do Banrisul, por peculato (quando servidor público desvia valores em razão do cargo que exerce).
A PF diz que não é porque a eleição será dentro de um mês que a PF e outros órgãos deixarão de trabalhar.
Por que então a PF entrou no caso, se o banco é estadual? De acordo PF quando detectou indícios de crimes federais, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o Ministério Público acionou a PF.
Ainda pela manhã, a governadora e candidata Yeda Crusius (PSDB) escreveu em seu Twitter: “PF no Banrisul. Muito estranho... É estadual. Já vi esse filme antes, roteiro do velho jeito”.
Outro candidato a governador, Pedro Ruas (PSOL) foi à sede da PF, acompanhado da deputada Luciana Genro (PSOL) e gravou as explicações dadas na entrevista para usar no programa eleitoral.
Tarso Genro (PT) adotou a prudência e disse que não vai comentar o episódio. José Fogaça (PMDB) também não se pronunciou.
A operação aconteceu ao amanhecer, com policiais cumprindo 11 mandados de busca e apreensão, em residências de dirigentes de agências, do diretor do banco e de pessoas terceirizadas para o serviço, sendo dez mandados em Porto Alegre e um em Gravataí. Um dos diretores da SLM foi despertado por um telefonema, no qual o interlocutor disse ser da PF e assegurou que não era um trote. Aconselhou que a porta da agência, no centro da Capital, fosse aberta. O empresário concordou.
No bairro Moinhos de Vento, três viaturas da PF estacionaram diante do prédio da agência de publicidade DCS. Foram apreendidas 50 caixas de documentos.
Fonte: Agência Fenapef, Zero Hora e Comunicação Social DPF/RS