Três dias de suspensão foi a pena disciplinar definida pelo superintendente da PF em Minas, delegado Fernando Durán Poch, contra o agente Josias Fernandes Alves, Diretor de Comunicação da Fenapef, por ter faltado ao serviço para participar de assembleia geral da entidade, em Brasília, em 2010.
A determinação do Tribunal de Contas da União é taxativa: a Polícia Federal tem até o fim deste ano para substituir os terceirizados que atuam no controle migratório nos aeroportos por servidores contratados por concurso público. Pelo artigo 144 da Constituição, a fiscalização aeroportuária é atribuição da PF, indelegável...
Você falha quando acha que está sempre seguro mesmo em sua própria casa ou realizando atividades rotineiras. Falha quando acredita que a violência só atinge as outras pessoas ou está restrita a certos lugares. Erra quando não aproveita a primeira oportunidade para reagir ou quando reage no momento errado.
"Os delegados querem isonomia com o Judiciário e o Ministério Público. Querem isso para depois pedirem aumento salarial. Sempre sonharam com isso", afirmou o presidente da Fenapef, Marcos Wink. Para ele, as formalidades do tratamento a delegados são um desserviço.
A Justiça Federal determinou que o Banco do Brasil envie à Polícia Federal informações sobre todos os registros de acessos à conta bancária do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas. A PF pediu a quebra do sigilo para investigar a suspeita de que informações da conta do tucano tenham sido violados, como ocorreu com suas declarações de renda na Receita.
A ordem para que o banco faça um levantamento e repasse as informações à PF chegou à direção do BB segunda-feira. Em nota oficial, o banco confirmou ontem o recebimento da ordem expedida pela 12ª Vara Federal. A PF está investigando suposta violação do sigilo bancário e fiscal do tucano desde o mês passado.
"O Banco recebeu ofício da Justiça e vai se manifestar, adequadamente, na forma processual", diz o texto.
A PF decidiu investigar a quebra do sigilo bancário de Eduardo Jorge a partir de denúncia do próprio tucano. Em depoimento ao delegado Hugo Uruguai, em 5 de agosto, Eduardo Jorge disse que os valores de dois depósitos feitos em sua conta numa agência do Banco do Brasil em fevereiro e março deste ano foram vazados. Ele afirmou que os dados estariam em poder da equipe de inteligência da pré-campanha à Presidência de Dilma Rousseff (PT).
A ex-ministra e o PT negam as acusações e cobram provas. Eduardo Jorge disse que soube do caso por intermédio de um repórter da revista "Veja":
- O repórter, ao me consultar sobre a existência de um grupo de inteligência (na campanha da ex-ministra), mencionou depósitos bancários dos quais não poderia ter conhecimento, o que implicaria a quebra do meu sigilo.
Os valores dos dois depósitos não chegaram a ser divulgados. Mas, para Eduardo Jorge, não há dúvida de que sua movimentação bancária foi vasculhada. A partir da denúncia, o delegado Uruguai pediu, por intermédio da Justiça Federal, que o Banco do Brasil faça um rastreamento para identificar se, de fato, a conta foi acessada indevidamente no início deste ano.
O SisBB, sistema que administra o funcionamento do banco, tem mecanismo de controle que permite identificar todos os acessos às contas dos correntistas. Qualquer consulta a uma conta fica no jargão do banco "tracejada", ou seja, é possível saber a matrícula do funcionário, com hora e duração da consulta.
Sindicância da Receita Federal já confirmou que os dados fiscais de Eduardo Jorge e de outras pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foram violados em outubro do ano passado.
O BB tomou conhecimento do conteúdo do depoimento de Eduardo Jorge pela imprensa, mas não abriu procedimento interno para checar a veracidade. Na nota divulgada ontem à tarde, o banco diz que nada tinha a fazer por falta de dados concretos. Segundo a direção, "até o momento, não foi identificado qualquer fato que indique violação de sigilo nem que aponte nessa direção". O banco reclamou que "a instituição, que tem ações negociadas em Bolsa, seja exposta na cobertura jornalística, sem a apresentação de dados concretos".
A PF está fazendo perícia no disco rígido (memória) do computador usado por Adeildda Ferreira Leão, acusada de acessar indevidamente as declarações fiscais de Eduardo Jorge. A polícia aguarda a decisão da Justiça para analisar as ligações telefônicas de Aldeidda no período da quebra do sigilo do tucano. Este seria um dos caminhos para chegar aos mandantes do crime. A polícia também está aguardando as amostras grafotécnicas do contador Antônio Carlos Attela Ferreira e de Verônica Serra, filha de Serra. Attela é acusado de usar uma procuração falsa para devassar os dados fiscais de Verônica.
Fonte: O Globo