Agente da PF há quatro anos em Foz do Iguaçu (PR), Bibiana Orsi enumera os problemas. "Os coletes atendem só a metade do efetivo aqui. E muitos deles estão vencidos. Quando chove, nosso posto na Ponte da Amizade fica inundado. Os veículos são velhos, falta combustível. O diretor de Relações do Trabalho da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Francisco Sabino....
O Brasil não pode, sobremaneira, proibir o direito de greve para os servidores públicos. A categoria não pode simplesmente ser impedida de fazer paralisações. Seria um erro grosseiro da nossa parte. Agora, sejamos honestos, é preciso, sim, que exista regulamentação para que esses brasileiros, trabalhadores que prestam serviços
Na tarde desta quinta-feira a Federação Nacional dos Policiais Federais encaminhou cópia do relatório do TCU sobre a situação das fronteiras do país. O texto reforça as denúncias feitas pela Federação sobre o estado de abandono das fronteiras do país. “Esperamos que este relatório sirva como combustível para que mudanças sejam feitas na política de investimentos na Polícia Federal
Os primeiros tiros contra o ex-todo-poderoso da PF partiram, nessa segunda-feira de Carnaval, justamente de seus ex-comandados. A maior entidade de classe da Polícia Federal, a Fenapef, que congrega quase 15 mil policiais em todo o Brasil, atirou na testa do ex-diretor. “Fontes ouvidas pela Agência Fenapef, confirmam que o Comitê, por unanimidade de seus membros, teria resolvido afastar...
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"A cracolândia já acabou. A cracolândia não existe mais". Foi assim que a secretária de Justiça de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda, definiu ontem a situação na área da capital que por 20 anos abriga usuários de crack.
As afirmações foram feitas durante evento da seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para discutir a operação desencadeada desde o dia 3.
"O que nós podemos ter são pessoas alvo de traficantes, e eles vão continuar na nossa mira. Não vamos dar sossego para eles. Quero deixar bem claro: a cracolândia em São Paulo acabou!"
Para o desembargador Antonio Carlos Malheiros, é cedo para essa comemoração.
Para ele, o que pode ter acabado é a concentração de pessoas nas ruas Helvétia e Dino Bueno, mas é algo que pode ser temporário.
"Está longe de a cracolândia ter terminado. Ela está espalhada agora por todo o centro de São Paulo. É uma das muitas cracolândias que nós temos em São Paulo, em diversos pontos da periferia."
Para o promotor Alfonso Presti, a cracolândia representa apenas 5% das apreensões de crack na capital.
Ele diz que o governo também precisa se preocupar "com outras cracolândias que estão longe dos holofotes", na periferia.
OUTRO FIM
O fim da cracolândia na regição central da cidade também chegou a ser comemorado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas só que no passado, em 2008.
Ontem, o prefeito disse que a dispersão dos dependentes químicos da cracolândia facilita a abordagem deles pelos agentes da assistência social e os torna mais propensos a aceitar tratamento.
"Eles [dependentes] passam a confiar mais no assistente social. Essa é a razão de ter aumentado o número de internações de 96 para 130."
Especialistas consultados, no entanto, discordam. O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, defende que "a cracolândia tinha de acabar", mas fala que "dizer que facilitou a abordagem fica difícil". "Pode até ser que a violência se espalhe, porque agora eles convivem com novos tipos de tráfico."
Fonte: Folha de S. Paulo