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Fenapef não participará de movimento reivindicatório durante a Rio+20



A FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS, composta por 27 sindicatos filiados,  vem a público esclarecer que, ao longo dos últimos dois anos, tem negociado a reestruturação salarial e a reestruturação da carreira de seus mais de 13 mil filiados.

 


Como é do conhecimento de todos os sindicalizados, esta negociação possui uma pauta específica, focada exclusivamente nos pleitos dos agentes, escrivães e papiloscopistas. Além disso, a FENAPEF também apoia integralmente os pleitos dos integrantes do quadro de servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal, os administrativos, devidamente representados pelo seu sindicato.

 

Cabe-nos salientar que delegados e peritos criminais federais, embora tenham assinado um acordo que contemplava uma proposta salarial consensual de todas as entidades (leia aqui), não honraram o compromisso. A partir da quebra do acordo, aquelas duas categorias passaram a negociar conjuntamente com os representantes dos auditores fiscais da Receita Federal, advogados da União e de outras carreiras.

 

A FENAPEF, por deliberação de seu Conselho de Representantes, constituiu a Comissão de Reestruturação Salarial e a Comissão de Reestruturação da Carreira. Estas comissões, em inúmeras reuniões com o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, demonstraram, por meio de estudos baseados em indicadores do próprio governo, que agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal estão entre as categorias menos reconhecidas entre as carreiras profissionais do poder executivo.

 

Durante o processo negocial, a FENAPEF apresentou argumentos sólidos para adequação do nível superior aos três cargos. O reconhecimento das atribuições de nível superior para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista  encontrou eco junto ao governo e acabou publicado no Caderno 57 do MPOG, em novembro do ano passado.

 

Essas ações ainda não resultaram em reflexos nos contracheques dos policiais federais, mas um trabalho político realizado por TODOS os 27 sindicatos que compõem a FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS pleiteia avanços concretos para a carreira.

 

A morosidade nas negociações junto ao GOVERNO FEDERAL, que tem o prazo fatal marcado para o próximo dia 31 de julho,  vem provocando pressões para que a FENAPEF implemente medidas reivindicatórias radicais, o que é legítimo no processo democrático. Mas, sabemos que  só os agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores administrativos tem a coragem de realizar estes movimentos.

 

Este passado honroso de lutas também mostra que os representatividades dos cargos de delegados e peritos sempre tentaram se aproveitar, como verdadeiros oportunistas, desta capacidade de mobilização, principalmente nas greves históricas realizadas por agentes, escrivães e papiloscopistas, em 1994 e 2004.

 

A Diretoria da FENAPEF e os membros da Comissão de Reestruturação Salarial, bem como toda categoria, não estão satisfeitas com a morosidade das negociações junto ao Governo Federal, apesar dos significativos avanços políticos.

 

Pelo que se sabe, as entidades que representam delegados e peritos criminais não obtiveram, até agora, qualquer sinalização positiva do governo quanto aos seus pleitos. Porém, de forma ardilosa e mesquinha, essas entidades tem procurado insuflar os policiais federais, em diversos estados, contra a FENAPEF e seus sindicatos filiados. Para tanto, representantes dos dois cargos estão apresentando uma tabela salarial irreal e tentando obter apoio a um “abaixo assinado”, com o único objetivo de manipular os policiais, com objetivo de tentar adesão de agentes, escrivães e papiloscopistas manifestações, paralisações ou greve.

 

Acuados pela incapacidade de mobilização própria,  tentam cooptar os policiais federais para servirem de "massa de manobra", propondo a divulgação de um manifesto nos aeroportos, durante a Conferência Rio+ 20. Enquanto isso, eles anunciam a doação de sangue em hemocentros, certamente para não se exporem perante o Governo Federal.

 

A FENAPEF e seus sindicatos filiados não precisam das entidades representativas de delegados e peritos. Mas a história mostra que a recíproca não é verdadeira.

 

Diante do exposto, através de sua Diretoria Executiva e da Comissão de Reestruturação Salarial, a FENAPEF ratifica integralmente  o seu compromisso na condução das negociações junto ao Governo Federal, que visa alcançar os reais interesses da categoria.

 

A Diretoria Executiva da FENAPEF, após longa avaliação política, entende que ainda não é o momento de radicalizar e assume total responsabilidade por esta postura perante a categoria. Ao mesmo tempo, tem consciência que esta difícil decisão será explorada de forma pejorativa por alguns "parasitas", aproveitadores  e desavisados.

 

A FENAPEF  está tranquila e convicta, pela certeza de que os verdadeiros policiais federais atenderão ao chamamento de seus pares e representantes, quando convocados pelos seus sindicatos a decidirem suas estratégias e lutarem em prol de seus legítimos pleitos.

 

A FENAPEF, embora respeite a autonomia sindical,  ORIENTA seus sindicatos filiados e servidores sindicalizados a não participarem de qualquer movimento isolado durante a Rio+20, reiterando que não vai organizar, nem participar, de qualquer ato reivindicatório durante o Evento Rio + 20.

 

Brasília, 13 de junho de 2012.

 

                                                      FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS - FENAPEF


Fonte: Agência Fenapef

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