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14/06/2012



Altamira
Sem opção de moradia, policiais podem ir morar em delegacia



A Federação Nacional dos Policiais Federais e o Sindicato dos Policiais Federais no Pará buscam uma solução para atender os policiais federais lotados na Delegacia de Altamira, no Pará, que sofrem com a falta de opções de moradia. Há cerca de 15 dias representantes das duas entidades estiveram no município conversando com os colegas e organizando as ações que serão adotadas para resolver o problema. Sem opções de moradia, os policiais ameaçam se alojar na delegacia junto com suas famílias.

 


Em documento encaminhado ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, os policiais afirmam que, com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a cidade assiste a uma vertiginosa alta inflacionária, o que provocou uma disparada nos aluguéis, criando uma situação inusitada.

 

O aumento do custo de vida no município, segundo informações do Conjur,  se reflete em especial nos aluguéis, hotéis e pousadas, não afeta só os policiais, mas diversos servidores de outros órgãos federais. Um exemplo é o do procurador da República Bruno Alexandre Gutschow. “Eu entrei em fevereiro de 2010 pagando R$ 800 de aluguel, teve os reajustes de índice de IGPM que foi para R$ 900 e agora estão me pedindo R$ 3 mil”, diz.

 

No abaixo-assinado, os policiais lembram que o DPF construiu casas funcionais em localidades de difícil provimento, mas não o fez em Altamira. Esta não seria uma solução para o problema pois, como afirmaram, “nosso caso é urgente, já para os próximos meses. Essas casas funcionais, caso sejam construídas, atenderão às necessidades dos servidores que vierem nos próximos concursos, pois até ficarem prontas já estaremos todos na “rua””.

 

AÇÕES – Além de acionar o MJ e o DPF, a Fenapef  e o SINPEF/PA já solicitaram uma audiência com a Norte Energia, empresa responsável por Belo Monte, para buscar uma solução. “A empresa  irá investir, por meio de convênio, cerca de R$ 100 milhões em segurança pública  até 2013, mas infelizmente o DPF não fez nenhuma gestão no sentido de garantir parte da verba”, diz o diretor de Relações do Trabalho da Fenapef, Francisco Sabino.

 

A empresa já entregou ao governo do estado do Pará 44 novas viaturas, 36 motocicletas e um helicóptero, além da reforma do alojamento do 16° Batalhão da Polícia Militar em Altamira.

 

Sabino também destaca a importância da unidade entre as entidades na busca de uma solução para o problema. "Acredito que se somarmos nossas forças conseguiremos buscar os recursos necessários para acabar com a aflição dos servidores lotados em Altamira".

 

O presidente do SINPEF/PA, Roger Barros Rezegue, também destaca a importância da implantação do adicional de fronteira para os policiais lotados em área de díficil provimento. “O caso de nossos colegas em Altamira é um exemplo de que é preciso levar este benefício não só para áreas fronteiriças”, diz Rezegue.


Fonte: Agência Fenapef com Conjur

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