Mais duas Unidades de Polícia de Pacificadora (UPPs) foram inauguradas ontem no Complexo do Alemão, na Penha. Uma nos morros da Chatuba e da Caixa D"Água; e a outra, nos morros da Fé e do Sereno. O processo de pacificação da região começou em 2010, quando as comunidades foram ocupadas pelo Exército. A partir de hoje, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) vão ocupar a Vila Cruzeiro, a Vila Proletária e a favela da Merendiba, dando início à implantação das duas últimas UPPs da região. Com as novas unidades e a chegada do Bope, o Exército deixará definitivamente as favelas do complexo.
Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, cerca de 400 PMs vão integrar as duas novas UPPs, que serão comandadas pelos capitães Bruno Leite (Chatuba) e Leo Ludolff (Fé/Seremo). De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Pereira Passos, 13.500 moradores estão sendo beneficiados. Com a inauguração da duas unidades, a região passará a contar com seis unidades instaladas e, até o fim de julho, terá um total de oito UPPs. O governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame e o comandante-geral da PM, coronel Erir da Costa Filho, participaram do evento.
A troca de comando será formalmente concluída no sábado, de acordo com um convênio firmado entre o Ministério da Defesa e o governo do estado. Após a ocupação das favelas do complexo, o Exército ficou responsável pelo início do processo de pacificação. As comunidades ficaram ocupadas por, em média, 1.700 militares nesse período.
Com as oito unidades do Alemão, serão 25 em toda a cidade. Depois das comunidades da Penha, a próxima favela a receber uma UPP deve ser a Rocinha, ocupada pela PM desde novembro do ano passado
PM realizou operações
na Vila Cruzeiro
Durante a manhã, policiais militares de 31 batalhões da Região Metropolitana realizaram operações simultâneas em comunidades cujos traficantes pertencem à mesma facção criminosa do bando que atuava na Vila Cruzeiro. As ações fazem parte da estratégia da PM para substituir o Exército na segurança das localidades.
A intenção da polícia é prender traficantes dessas comunidades que possam ter se refugiado em favelas aliadas. A ação começou na terça-feira.
Fonte: O Globo