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A Polícia Federal investiga uma quadrilha internacional de tráfico de drogas sintéticas. Na segunda-feira (2), três pessoas foram presas acusadas de fazer parte do grupo, no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador. Uma delas - um islandês - é foragido na Espanha, onde é condenado por tráfico, como mostrou o RJTV.
A prisão dele foi encaminhada nesta sexta-feira (6) pela PF à Interpol. Agora cabe o Supremo Tribunal Federal a extradição do estrangeiro para que ele possa cumprir a pena por tráfico de drogas.
Ele está no presídio Ary Franco, em Água Santa, no subúrbio da cidade. O islandês, acusado pela PF de ser o dono de 50.900 comprimidos de ecstasy, não quis prestar depoimento. Mas os agentes descobriram uma longa ficha criminal do estrangeiro, que entrou no Brasil com passaporte falso.
A verdadeira identidade é Sverrir Tor. A Interpol enviou um mandado de prisão da Espanha, de onde ele fugiu quando foi condenado a nove anos de prisão por tráfico. Ele também chegou a ser preso por tráfico e lavagem dinheiro na Islândia.
"É como se nós tivéssemos jogado uma rede para pescar um peixe e pescamos um grande tubarão do crime organizado", disse o delegado da Polícia Federal, Ricardo Bechara.
O islandês chegou no mesmo avião que a brasileira Renata Araújo, de 27 anos, que levava a droga na bagagem. Apesar de ter sido presa em flagrante, a PF não pediu a prisão preventiva de Renata, e ela foi liberada. Segundo a PF, Renata responde por tráfico internacional de drogas em liberdade porque colaborou com as investigações.
Segundo a polícia, a encomenda seria entregue para Marco Bitencourt e Silva, de 29 anos. Na casa dele, no Leblon, na Zona Sul do Rio, foram apreendidos R$ 10 mil em dinheiro, sete quilos de maconha, LSD e mais comprimidos de ecstasy.
Já no quarto de hotel onde o islandês estava hospedado, a polícia encontrou apenas uma pequena quantidade de haxixe.
Fonte: G1