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09/07/2012



Brasileiros negociam o 'sim' pela internet



Um fórum de debates na internet serve de plataforma para brasileiros à procura de estrangeiros para casar. Nos últimos três meses, 21 brasileiros registraram suas ofertas.

 

Alguns deles anunciam casamentos à venda, prática comum em países como a Espanha desde a década de 1990. Lá, antes da crise econômica que atinge a Europa, um pretendente chegava a pagar 10 mil euros, cerca de R$ 25 mil.

 

Uma delas, que se identifica como Vanessa, 30, funcionária pública, postou a seguinte mensagem em resposta a um pretendente português: "Penso em vender o meu [casamento], não comprar. Tem muitos estrangeiros querendo vir para o Brasil e trabalhar aqui. Não é de meu interesse uma nacionalidade europeia."

 

Outra brasileira, com quem a Folha conversou por e-mail, se oferece para casar mesmo que seja com outra mulher, desde que seja europeia. Em países como Espanha, França e Portugal, o casamento homossexual é permitido.

 

"Sou mulher, e não se preocupe, sou divorciada, 40 anos, dois filhos, não tenho interesse em relação afetiva, se você quiser podemos fazer, estou em Lisboa[...]eu quero resolver seu e meu problema", escreveu.

 

Há três anos de volta ao país --após morar na Alemanha--, o brasileiro Antônio, estilista, 26, é outro à procura de um "par internacional" para se casar. "Os riscos? Há tantos na vida que não vou desistir por isso", disse à Folha, após já ter se informado bem sobre a papelada.

 

EFEITO COLATERAL

 

Apesar das uniões "de mentira", a maioria dos casamentos são prova de amor e integração. Além, é claro, de uma solução para os obstáculos burocráticos que dificultam a permanência dos estrangeiros no Brasil.

 

Foi essa necessidade de ficar juntos que adiantou a formalização do amor entre o brasileiro Fábio Silva, 28, e Ganchineg DalaiJareal, 26, da Mongólia. Eles decidiram pela declaração de união estável. "Quando viemos [de Cingapura] para o Brasil comprovamos as dificuldades para ficar juntos. O mais fácil era um visto de estudante, mas não tínhamos dinheiro para pagar um curso", diz Silva.

 

Maxi Díaz, espanhol, 31, casou com a namorada brasileira muito antes do que esperava. "Antes de procurar trabalho aqui já tinha conseguido um", conta.

 

"As empresas, às vezes, se recusam a empregar um estrangeiro pela burocracia de arrumar o visto para ele, então as pessoas preferem casar primeiro para poder chegar na empresa já com visto", explica uma fonte do Consulado da França em São Paulo.

  William Mur e Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress  


Fonte: Folha de S.Paulo

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