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21/07/2012



São Paulo
Dupla estrangeira é presa suspeita de enviar drogas pelo correio



Policiais militares prenderam dois estrangeiros suspeitos de enviar cocaína pelo correio para outros países na quinta-feira (19), em São Paulo. Segundo a Polícia Federal, responsável pelo indiciamento da dupla, foi apreendida cerca de 1,2 kg da droga.

 



Os PMs chegaram até os suspeitos após denúncia. Uma sul-africana de 45 anos foi presa em uma agência dos Correios quando preparava para enviar pacote com porções de cocaína escondidas nas laterais. Segundo a PF, a funcionária que atendia a suspeita informou que a mulher havia acabado de postar outra caixa para a Nigéria. A embalagem foi aberta e em seu interior foram encontradas outras quantidades da droga.

 


Questionada, a sul-africana disse que recebia 100 dólares a cada remessa que realizava, mediante apresentação do comprovante de postagem ao seu chefe. Como ela havia marcado de se encontrar com o contratante em um restaurante chinês na região da Praça da República, no Centro, os policiais a acompanharam e prenderam o outro suspeito.

 


Nigeriano de 48 anos, o homem foi detido no estabelecimento. Ele levou os policiais até sua residência, onde foram encontradas caixas, embalagens plásticas e fitas adesivas semelhantes às usadas pela sul-africana, além de cerca de 1 kg de cocaína.

 


Os dois foram levados até a Superintendência da Polícia Federal, no bairro da Lapa, Zona Oeste, onde foram indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, cujas penas somadas podem chegar a 35 anos de prisão e multa. A PF atribui ao menos outros cinco inquéritos à dupla. Caso condenados, os suspeitos poderão ser expulsos do país após o cumprimento da pena, sem chance de retornar.

 


Operação
A prisão ocorreu no mesmo dia em que outros 32 suspeitos, a maioria da Nigéria, foram detidos também na capital sob suspeita de participação em uma quadrilha de tráfico internacional de drogas.

 


A quadrilha de nigerianos recrutava pessoas no Centro de São Paulo para transportar cocaína para Europa, África e Estados Unidos. Essas pessoas utilizavam principalmente o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, para sair do país. Outras 34 pessoas foram presas ao longo das investigações, quando também foram apreendidos 70 kg de cocaína. Na quinta, foram apreendidos 35 mil dólares, 1 kg de cocaína, 150 aparelhos celulares e passaportes falsos.

 


De acordo com a PF, parte da cocaína levada para a África pelas 'mulas', como são conhecidos as pessoas recrutadas que transportam drogas em voos comerciais, tinha como destino final os Estados Unidos.

 

A investigação que culminou na Operação Remota começou após a prisão em flagrante, por tráfico internacional de 4,7 kg de cocaína, de uma marroquina no aeroporto de Cumbica. Ela foi absolvida ao final do processo por ter negado ser dona da mala apreendida com a droga, que teria sido trocada no aeroporto. Apesar de ter sido inocentada, a PF constatou sua ligação com o principal integrante da organização criminosa investigada, um nigeriano de 46 anos que a havia recrutado para transportar a droga.

 


A quadrilha era comandada por nigerianos residentes no Brasil que recrutavam as “mulas”. Elas eram aliciadas na Europa, na África e no Brasil, principalmente no Centro da capital paulista, e recebiam de US$ 5 mil a US$ 8 mil por viagem. A cocaína era transportada escondida em bagagens, sob as roupas das “mulas” ou em forma de grandes cápsulas que eram engolidas. Durante a investigação, que contou com apoio da Polícia Militar de São Paulo, foram presas em flagrante 34 “mulas” e apreendidos mais de 70 kg de cocaína.

 


Os chefes da organização criminosa não têm bens, móveis ou imóveis declarados em seus nomes no Brasil. A PF descobriu que todo o lucro obtido com a exploração do tráfico era enviado, de modo ilegal, à Nigéria para ser investido, principalmente no mercado imobiliário deste país. Um dos investigados movimentou quantia superior a US$ 3 milhões em apenas 75 dias.

 


Os investigados responderão por tráfico internacional de drogas, associação criminosa, financiamento do tráfico, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas somadas passam de 60 anos de prisão.


Fonte: G1

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