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Agentes da PF reclamam de humilhações e cobranças



Mais de 107 mil pessoas tentaram a vaga de agente da polícia federal no último concurso aberto pela instituição. O salário de R$ 7 mil e a possibilidade de trabalhar em uma corporação respeitada atraem os concurseiros.



No entanto, nas redes sociais, relatos revelam um cotidiano de humilhações, cobrança excessiva e falta de apoio psicológico dentro da Polícia Federal.

 

Internautas que se dizem agentes usam o perfil do Sindipol -DF (Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal) no Facebook para desabafar. A notícia que o escrivão da Polícia Federal Fernando Scuro Lima foi encontrado morto em casa na tarde da última quinta-feira (19) na mesma semana da execução do agente Wilton Tapajós em um cemitério de Brasília levanta a revolta dos internautas.

 


— Além das cobranças infinitas diárias também colocaram na cabeça dos seres humanos do dpto (sic) que eles não podem errar. E isso se repete no interior de cada um. Todo mundo vive se cobrando por pequenos erros peculiares a todos os seres humanos!

 

Eles também reclamam de humilhações e que falta assistência psicológica na instituição.

 

— Nós estamos deixando nos matar a cada dia, seja pela falta de apoio material ou psicológico no péssimo ambiente de trabalho que deixamos ocorrer em nosso dia-dia, essa administração pelo medo e pelo mal, pois a regra é “que o assedio do dia nos dai hoje”.

 

— Será que é isso que queremos para nos ou para nossos familiares, até quando vamos deixar essa humilhação continua. Essa falta de ÉTICA. Essa falta de RESPEITO para com nossa categoria, para com nossa pessoa, para com nossos familiares, pois de nos são dependentes.

 

Efetivo

Segundo o presidente do Sindipol-DF, Jones Leal, os agentes que reclamam no Facebook são conhecidos. Segundo ele, as queixas são constantes. O principal problema, de acordo com o sindicato, é o excesso de trabalho e de cobrança dos delegados.


A Polícia Federal conta hoje com 11,5 mil policiais em todo o Brasil. Apenas este ano, 61 operações foram realizadas e 298 pessoas foram presas. Em 2011 foram 266 operações e 2.089 prisões.


O sindicato chegou a disponibilizar orientação psicológica aos agentes e colabora com a Universidade de Brasília em uma pesquisa inédita sobre as condições psicológicas dos agentes da Polícia Federal.


— Nós temos uma estrutura em que os delegados estão no topo da máquina. Na mão deles, têm agentes, escrivães, toda uma estrutura que garante o sucesso das operações. São pessoas que trabalham duro. Quem está na área de inteligência, vive 24 horas por dia concentrado, sob pressão, recebendo inúmeros pedidos. O policial é um ser humano e também pode não suportar.


A assessoria de Comunicação Social da sede da Polícia Federal em Brasília informou que só se pronunciará sobre o assunto neste sábado (21).


Fonte: R7

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