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03/08/2012



Greve
Greve da Polícia Federal por reestruturação insistirá na demissão do diretor-geral



Foto: Fenapef
Foto de arquivo

Apesar de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter prestigiado o diretor-geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), Leandro Daiello Coimbra, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) não desistiu de cobrar sua demissão. Esta deve ser mais uma das bandeiras a serem levantadas pela greve marcada para começar na próxima terça-feira (7).

 

A paralisação foi decidida na quarta-feira (1) pelo Conselho de Representantes da Fenapef e, a princípio, se estende até o fim de semana (11 e 12) quando o movimento será reavaliado pelas suas lideranças. 

 

"No final da semana que vem, vamos fazer uma avaliação e não está descartado continuar a greve, dependendo da resposta do governo federal" , declarou o diretor de Estratégia Sindical da Fenapef, Paulo Paes. 

 

Passaporte e investigações 

 

Segundo Paes, que também é agente de polícia, todas as investigações em curso e as emissões de passaporte devem parar, salvo casos de emergência. Funcionarão os serviços básicos. Com isto, o cidadão comum poderá ser atingido, como os que precisarem de passaporte.

 

“Algumas situações, como custódia de presos, segurança de instalações, até por lógica, não podem parar”, advertiu Paes. “No caso de emergência na emissão do passaporte, ainda funcionará o serviço. Mas há muitos pedidos que não têm necessidade de a pessoa retirar seu documento imediatamente”.

 

Preferências

 

De acordo com Paes, além das reivindicações salariais, a demissão do diretor-geral será uma bandeira uma vez que eles entendem que esta gestão privilegia os delegados. Segundo o sindicalista, eles detêm os maiores privilégios dentro da instituição.  

 

“Nós levamos ao ministro nossas reclamações, em função do diretor só atender alguns setores da PF. Nossas reivindicações, que vêm de todos os segmentos, não são atendidas. Enquanto isso os delegados conseguem tudo”, acusou o diretor de Estratégia Sindical. “O diretor-geral é um cargo de confiança, escolhido pelo ministro. Estou na policia há 33 anos, e já vi coronel e general exercendo essa função. Queremos uma administração sem esse corporativismo. O diretor pode ser até de fora (da PF) desde que atenda a todos”, diz.

 

Negociação

 

Paes acrescentou que a luta dos servidores da PF por reconhecimento de suas reivindicações ocorre há mais de dois anos. Ele ainda revelou que o governo já reconheceu, tecnicamente, a complexidade das atribuições que desempenham.

 

“Negociamos com o governo há mais de dois anos. Em dois anos e meio conseguimos o reconhecimento técnico, mas não político, da complexidade de nossas atribuições. Existe uma distorção em relação a outras categorias, mas o governo federal não ofereceu nada ainda. Por fora, a Polícia Federal é boa, mas por dentro, não”.

 

Até o momento, nenhum órgão competente respondeu ao anúncio de greve da categoria. Paes informou que o governo federal agendou uma reunião entre os dias 13 e 17 de agosto: "Estamos, novamente, sendo empurrados para mais para frente. Nosso protocolo era de março, já estamos em agosto", disse. 

 

Defasagem e salários

 

O reconhecimento pedido pelos servidores, de acordo com Paes, também demanda reestruturação salarial. Ele destaca que o menor salário de um agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é superior ao maior vencimento dos servidores, exceto os delegados, da PF.

 

“Hoje, um agente no início de carreira recebe R$ 7,5 mil e no pico da carreira ganha R$ 11,7 mil. Não somos o maior salário do serviço público, mas os delegados são. Nossos trabalhos têm a mesma exigência e atribuições para pessoas com ensino superior completo”, observou Paes. “Temos defasagem também em relação à Abin. O menor salário de lá, é maior do que o de um agente especial da PF, cargo mais alto que podemos chegar".


Fonte: Jornal do Brasil

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