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04/08/2012



Dinheiro
Governo estuda dar reajuste acima de 5% a servidor de estatal



Apesar de jogar duro com o movimento grevista nas últimas semanas, o governo federal estuda autorizar um reajuste para os funcionários das empresas estatais pouco superior a 5%.

 

Trata-se da recomposição inflacionária para garantir o poder de compra da categoria. Ao mesmo tempo, um reajuste linear para todo o funcionalismo público ainda não está descartado.

 

Dos reajustes já assegurados, e acima da inflação, somente professores universitários e militares integram a seleta lista do Ministério do Planejamento.

 

Para os funcionários de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, entre outras empresas estatais, a ideia é garantir a manutenção do poder de compra.

 

Na semana passada, a Eletrobras ofereceu aumento real de 1,5% aos seus funcionários para acabar com a greve da categoria. Tenta-se, agora, estender o benefício às demais empresas públicas.

 

Por ora, estão descartadas grandes reestruturações de carreiras ou robustas recomposições salariais.

 

De acordo com o argumento oficial, o servidor público federal ganhou, na última década, reestruturações de carreira muito acima das perdas inflacionárias.

 

Diante de um cenário de crise financeira internacional, o governo vem tentando segurar o gasto público. A ordem, nas palavras usadas pela própria presidente Dilma Rousseff, é "não pode brincar à beira do abismo".

 

Segundo representantes da equipe econômica, não há espaço fiscal para atender às reivindicações salariais dos servidores no próximo ano. Eles argumentam que o objetivo central para acelerar o crescimento é ampliar os investimentos públicos, e não a folha salarial.

 

PROFESSORES

 

Os professores universitários continuam se opondo à proposta feita pelo Ministério do Planejamento. A paralisação já dura mais de dois meses. O aumento proposto foi de 25% a 40%, conforme o cargo ocupado. Também redução do número de níveis para se chegar ao topo da carreira em 13 anos, quatro a menos do que ocorre hoje.

 

A proposta chegou a ser aceita por uma das entidades que representam os professores, o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), mas foi recusada pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), com maior representatividade na categoria.

 

No Palácio do Planalto, a presidente Dilma monitora com lupa os efeitos das paralisações em alguns setores. Várias vezes ao dia, após receber relatos sobre lentidão nos portos em razão da operação-padrão dos auditores da Receita Federal, ela cobra soluções do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

 

Os auditores prometem uma paralisação de 24 horas na próxima quarta-feira.

 

O governo estima que, se atendesse a todas as demandas, haveria um impacto de R$ 92 bilhões no orçamento, cerca de metade da folha de pagamento do funcionalismo público federal.

Até agora, os docentes foram os únicos a receber uma proposta concreta do governo. Estes, porém, ainda não deram trégua. As aulas das universidades federais estão suspensas há mais de dois meses.


Fonte: Folha de S. Paulo

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