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Os motivos do sucateamento
Pesquisa alerta sobre interferência política nas investigações da PF
Policiais Federais acreditam que há interferência política nas investigações e que são punidos pelas operações anticorrupção



 

 

Uma pesquisa sobre a influência política nas investigações da PF, realizada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) entre os dias 16 e 21 de agosto, revela dados alarmantes. Aproximadamente 89,37% dos entrevistados acreditam que existe controle político das investigações, sendo que 75,28% dos policiais já presenciaram ou ouviram relatos sobre interferências no trabalho investigativo.

 

A Federação utilizou um sistema extremamente confiável, baseado no envio de mensagens eletrônicas individualizadas e criptografadas e foram consultadas três categorias de policiais federais: agentes, escrivães e papiloscopistas (peritos em impressões digitais), cargos essenciais em  análises, ações de inteligência e estruturação das grandes operações do órgão.

 

A Fenapef está preocupada com a queda de investimentos na Polícia Federal nos últimos anos, e tem recebido um número crescente de denúncias de relotações arbitrárias de policiais experientes, que são removidos de investigações em andamento, sem maiores motivos.

 

Castigo - A pesquisa também aponta que 94,34% policiais entrevistados acreditam que a falta de investimentos na Polícia Federal é um castigo pelas investigações sobre corrupção. Apensa 5, 66% não acreditam nesta hipótese.

 

A quarta e a quinta questões demonstram a situação de abandono vivido por quase a totalidade dos milhares de policiais federais, que já não conseguem encontrar motivos para serem tratados de tal forma pelo Governo Federal.

 

Na sexta e na sétima questões, mais de 95% dos policiais federais declaram que o Governo Federal não está preocupado com a produtividade do órgão, e revelam que o órgão Polícia Federal virou uma “caixa preta”, que a sociedade desconhece.

 

Avaliação Administrativa: Ao final, na oitava questão, é feita a avaliação da gestão do atual Diretor-Geral Leandro Daiello. Quase 70% dos servidores consultados considerou a sua administração péssima, 22% como ruim, 8% como regular, menos de 1% como boa, e, somente 1 entre os 1.732 participantes considerou a gestão ótima.

 

Considerando o efetivo de servidores, e que houve 1.732 participantes, a margem de erro do resultado da pesquisa em relação a todos os policiais federais é de somente de 3%. Para a Fenapef, os dados incontestáveis como fonte estatística, causam extrema preocupação quanto aos limites de subordinação administrativa e possibilidade de intervenção em órgãos que podem investigar o próprio Estado.

 

Confira nos gráfico o resultado da pesquisa, que pode revelar a causa do sucateamento da PF e dos seus cargos operacionais.

 


 


Fonte: Agência Fenapef

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