No Acre, Escrivão da PF é nome cotado para o Congresso

28 de setembro de 2017

A votação promovida no Congresso nesta última terça-feira (26), onde a maioria dos deputados aprovaram ao chefe da Secretaria Geral da Republica, Moreira Franco, o status de ministro e o consequente beneficio do foro privilegiado, acendeu o sinal de alerta das equipes integrantes da força tarefa Lava Jato, operação da Polícia Federal que visa desarticular gigantescos esquemas de formação de cartéis, pagamentos de propinas, direcionamento de licitações, tráfico de drogas, evasão de divisas, entre uma dezena de crimes cometidos por empresários e agentes públicos contra os cofres do Republica. A soma ultrapassa a cifra dos bilhões.

Moreira Franco é um dos principais investigados da força tarefa, apontado como grande intermediador do recebimento de propinas milionárias que financiaram campanhas do PMDB em todo o país no pleito 2014. Com a manobra, ele sai da alçada do justiça comum e sua denuncia vai para o Supremo.

Com isso, um entendimento comum vem surgindo dentro da Polícia Federal, o de que é necessário a composição de uma bancada da PF entre deputados e senadores a partir de 2019, caso contrário, políticos eleitos com dinheiro de propina continuarão a sabotar o trabalho da Lava Jato e impedir o andamento dos processos envolvendo acusações direcionadas à caciques da política nacional.

Para conseguir montar uma base sólida, agentes e delegados da Polícia Federal já deram inicio as articulações, trocas de ideias e composições  para chegaram fortalecidos no pleito de 2018, e claro, contando com o apoio da comunidade nessa missão. Dentro do contexto ideológico grande parte desse federais estarão no centro, em uma tentativa de reconstrução da política nacional que passa pela minimização das polarizações, que apenas prejudicam o andamento de todo o processo político.

Na região Norte as conversas estão adiantadas para definir os nomes que irão compor esses proponentes da PF ao Congresso. Em Rondônia um nome já é cotado para concorrer à uma cadeira no senado, o agente João Bosco, que veio à Rio Branco nesta última semana e se encontrou com um dos principais líderes da categoria no estado do Acre, Jamyl Asfury.

Conhecido na comunidade, Jamyl Asfury obteve nas urnas o mandato de deputado estadual entre os anos de 2011 e 2015, período em que realizou um intenso trabalho de apoio às bases familiares e valorização aos profissionais de segurança pública.

“Na minha concepção, a segurança pública é uma junção de medidas que devem valorizar os profissionais que trabalham nessa área, ao mesmo tempo que ações sociais devem ser realizados de forma séria dentro das comunidades carentes, sei que para isso acontecer, o primeiro passo é inibir cada vez mais o desvio de dinheiro, por isso esse alinhamento dos policiais federais em defesa da Lava Jato é tão importante para o pais”, disse Jamyl Asfury.

No período em que foi deputado estadual, Jamyl conseguiu colocar em discussão temas que até então não eram debatidos, criou e presidiu a Comissão de Segurança Publica, dentro da rotina parlamentar desempenhou ações fundamentais e assumiu a vice-presidência da casa. Nos anos de 2015 e 2016 trabalhou à frente da Secretaria de Habitação – SEHAB, vivenciando de perto problemas rotineiros da comunidade acreana.

“Dentro da Polícia Federal é possível ver de perto os esquemas de corrupção através das investigações realizadas em todo o país, porém desempenhando ofício de representante público pude vivenciar os efeitos desse mal diretamente na comunidade, conversando e indo até os locais em situação de carência extrema, é terrível o que o desvio de verba pública pode fazer”, finalizou Jamyl Asfury.

Cotado para integrar a bancada da PF no Congresso, Jamyl vem conversando com sua base e analisando o contexto nacional para definir qual passo será dado em 2018.

 

Fonte: JH Notícias



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