O desafio de ser mãe e policial: conheça a rotina das Policiais Federais e assista à homenagem

14 de Maio de 2017

Ingressar no serviço policial é uma decisão importante, sobretudo para as mulheres que são ou sonham em se tornar mães. A atividade de risco, a rotina imprevisível e a política de lotação para policiais recém ingressos na profissão, que não sabem em que local do país vão trabalhar, estão entre os principais receios das policiais federais, que chegam a enfrentar uma jornada tripla. “Já precisei tirar plantões de 24 horas enquanto ainda estava amamentando. Foi um período muito difícil e doloroso”, conta a policial federal Patrícia Aguirre.

Assim que saiu do curso de formação na Academia Nacional de Polícia, a policial federal Daniela Rosa foi trabalhar em Cáceres, fronteira com o Estado de Mato Grosso, local com alto índice de violência. “Meus filhos tinham seis e dez anos e eu era separada. Eles foram comigo para um novo lugar desconhecido. Minha família ficou em Brasília e eu encaminhava as crianças de avião para lá, quando eu precisava participar de operações mais complexas”.

Daniela voltou para Brasília, onde se casou e teve mais um filho. Hoje ela conta com o apoio do marido, também policial federal, mas acredita que a mulher continua com a maior parcela de responsabilidade sobre a criação dos filhos. “Apesar da divisão de tarefas ser mais igualitária nos dias de hoje, o papel da mãe é insubstituível e o peso maior ainda é da mulher”, avalia.

As dificuldades são muitas, mas as policiais federais garantem que as vocações se completam e que resultado é gratificante. “Confesso que tive receio, mas meu instinto materno falou mais alto. Hoje, sei que as duas funções, de mãe e de policial, fizeram de mim uma pessoa melhor”, avalia Patrícia. “Ser mãe é sentir o amor mais verdadeiro que existe”, declara.

Para Daniela, ajudar a construir uma segurança pública mais eficiente e ser considerada uma heroína para os filhos são as maiores recompensas. “A PF é um órgão que tem meu total respeito. Se meus filhos desejarem seguir a carreira terão o meu incentivo, até porque a instituição precisa de pessoas boas e com vocação”.

Mãe de policiais também têm medo
Ser mãe de policial também é um desafio. O trabalho é de risco e quem atua na área garante que a preocupação da família é maior. A policial Sara Leite encontrou resistência da mãe quando passou no concurso público para a Polícia Federal, mas considera a reação da mãe natural. “No início ela não gostou muito, quando comecei a viajar ela se preocupava, ligava o tempo todo. Com o tempo ela se acostumou. Mas a preocupação faz parte de ser mãe e acaba sendo maior porque sou policial”.

Mulheres trabalham mais que homens, diz IBGE
Os relatos de Patrícia e Daniela reforçam dados apresentados pelo IBGE, que apontam que as mulheres têm trabalhado cada vez mais que os homens. Segundo esses dados, em uma década, a diferença aumentou em mais uma hora. Em 2004, as mulheres trabalhavam quatro horas a mais que os homens por semana, quando se soma a ocupação remunerada e o que é feito dentro de casa. Em 2014, a dupla jornada feminina passou a ter cinco horas a mais. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que reúne informações de mais de 150 mil lares.

Homenagem
Em comemoração ao Dia das Mães, a Fenapef produziu um vídeo em homenagem às mães policiais federais que se dedicam ao trabalho sem medir esforços para conciliar a rotina de dois desafios, o de cuidar de seus filhos, como mãe, e o de cuidar do Brasil, como policial.

Conheça as policiais federais Patrícia, Daniela e Sara, cujas histórias representam a de centenas de mulheres policiais federais de todo o Brasil, que realizam diuturnamente uma jornada de vida que reúne amor aos filhos, à Polícia Federal e ao Brasil. Estão todas de parabéns!

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