“Pacote de Maldades” do Governo Federal é alvo de críticas da Diretoria da Fenapef

31 de agosto de 2017

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) convocou carreiras de Estado para uma reunião realizada na quarta-feira (30), com o secretário de Gestão de Pessoas do MP, Augusto Chiba, a fim de discutir sobre o pacote de contenção de gastos proposto pelo Governo Federal e explicar as razões para o adiamento dos reajustes salariais de 2018 para 2019.

O vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, lamentou o desprezo do governo para com os servidores e afirmou que a PF vai partir para o enfrentamento junto a outras forças de segurança pública.

“Quantas negociações nós poderíamos ter participado para contribuir com soluções viáveis e fomos deixados de lado. Vamos convocar a população para acabar com esse escárnio que está acontecendo, de inventar que vão poupar R$ 10 bi com o adiamento de acordos firmados com os servidores públicos depois de torrar R$ 6 bi em emenda parlamentar, mais R$ 500 bi de calote de Refis (o programa de refinanciamento de dívidas com a Receita Federal) ”.

O “pacote de maldades” afeta ativos e inativos do Executivo, beneficiados por acordos escalonados em quatro anos, além de fixar o teto do salário de ingresso no serviço público em R$ 5 mil e elevar a alíquota da previdência de 11% para 14%. Entre as carreiras que serão prejudicadas estão os policiais federais, professores universitários, auditores da Receita Federal do Brasil, diplomatas, oficiais de Chancelaria e peritos do INSS.

“É triste a gente assistir uma reunião no MP onde nada de positivo foi acrescentado ao servidor policial e ao servidor administrativo. E nós precisamos sim, nos mobilizar e demonstrar que com união, mobilização e ação, vamos emplacar movimentos e acabar com esse pacote de maldades dentro do Congresso Nacional”, enfatizou o diretor de relações de trabalho da Fenapef, Jorge Luiz Caldas.

Com a negativa do secretário de buscar soluções junto ao Governo Federal, Werneck aposta nas manifestações populares para pressionar o Congresso. “Nós vamos garantir a segurança das pessoas que forem para as ruas para combater essa absurda corrupção, essa venda imoral de verbas que vem acontecendo no governo brasileiro, por parte do Executivo e por parte do Ministério do Planejamento”, enfatizou Werneck ao convidar a população para manifestações futuras.

Agência Fenapef



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