Reforma previdenciária é criticada pela Fenapef em audiência no Senado

30 de agosto de 2017

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promoveu nesta segunda-feira (28) audiência pública sobre as reformas previdenciária e trabalhista. Na ocasião, o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, e convidados debateram as consequências da entrada em vigor da reforma trabalhista, já sancionada (Lei 13.467/2017), e da possível aprovação da PEC 287.

O vice-presidente afirmou que é preciso continuar na luta contra a retirada de direitos. “É a responsabilidade de cada brasileiro, de cada um de nós, de colocar a situação para si e ir para briga, para a rua, se necessário, e demonstrar insatisfação por não ter sido convocado para o diálogo antes que reformas tão duras tramitassem no Congresso”, convocou.

Em sua fala, Werneck também afirmou que o Brasil vive um paradoxo entre o legal e o moral. “Se eu tenho já recuperado R$ 4 bilhões só do que devolveram para a [Operação] Lava Jato e um prejuízo estimado em R$ 250 bilhões, com que cara de pau, e essa é a palavra, eu vou impor uma reforma da Previdência? Sendo que eu quero colocar um Programa Especial de Regularização Tributária, um Refis, para as pessoas deixarem de pagar quase R$ 500 milhões que estão devendo de contribuição previdenciária. Pode ser legal o Refis? É legal, mas é imoral”, analisou.

O senador Paulo Paim (PT-RS), vice-presidente da CDH, lembrou que já havia apresentado proposta de criação do Estatuto do Trabalho, revogando a reforma trabalhista aprovada este ano. Na avaliação do senador, o Governo contempla apenas a elite e não o povo. “A reforma trabalhista foi para atender o grande empresariado, isso eles já fizeram. Agora eles querem fazer a reforma da Previdência para atender aos banqueiros, que é a privatização da Previdência”, condenou.

Histórico
A audiência pública, proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), vice-presidente da CDH, faz parte de uma série de debates sobre as reformas propostas pelo governo.

Agência Fenapef



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