RS: Servidores da Segurança Pública realizam manifestação em protesto às medidas do Governo Temer

25 de agosto de 2017

Na manhã desta sexta-feira, 25.08, os servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Sul promoveram uma manifestação, em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Porto Alegre, para registrar o seu descontentamento com o conjunto de medidas anunciadas pelo Governo Federal, direcionadas especificamente aos servidores públicos civis do Poder Executivo Federal.

Tais medidas incluem o congelamento de salários, inclusive o cancelamento das parcelas vindouras já garantidas em Lei, o aumento da alíquota previdenciária, o achatamento do piso salarial, a piora nas condições de trabalho e o contingenciamento de verbas destinadas às Instituições Policiais.

Público reuniu servidores da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Civil, os Agentes Penitenciários e os Peritos do IGP/RS. Também prestigiaram a manifestação representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho e do Sindireceita.

Segundo Nota Oficial divulgada pelas entidades representativas dessas categorias, “sobre esses profissionais não pode recair a responsabilidade dos prejuízos decorrentes da farra com o dinheiro público e do mau gerenciamento de verbas. A falta de políticas sérias e comprometidas com o interesse público são os verdadeiros responsáveis pelo rombo nas contas públicas, e não os Policiais, profissionais de carreira que todos os dias dão o sangue em nome da nação”.

A mesma Nota destaca: “São R$ 143 bilhões jogados no lixo pelos fraudadores da Previdência. São R$ 543 bilhões que estão prestes a serem perdoados a devedores do fisco por meio do novo REFIS. São quase R$ 4 bilhões prestes a serem destinados ao Fundo de Financiamento de Campanha. São R$ 2 bilhões licitados em publicidade pelo Governo Federal só nos últimos meses, sem falar nos mais de R$ 4 bilhões empenhados em Emendas Parlamentares em 2017, sendo metade liberada às vésperas da votação da denúncia contra Michel Temer. Aqui residem algumas fontes dos descalabros e sobre o que deveria recair o ajuste de contas anunciado”.

O presidente do SINPEF/RS, Ubiratan Sanderson, assinalou que “num país tomado pela ilicitude, aumentar receitas às custas do povo significará potencializar ainda mais os esquemas de propinagem e corrupção. Cortar operações policiais, afetando até mesmo a Lava Jato, que já identificou mais de R$ 38 bilhões em desvios, expõe sim a verdadeira intenção das pretensas reformas: ‘estancar a sangria’.”

Fonte: Sindicato dos Policias Federais do Rio Grande do Sul



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