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Sindical 14/mar

Sindpolf/SP recebe deputado Major Olímpio, integrante da Comissão da Reforma Previdenciária

Da esquerda para direita: Rogério Aparecido de Almeida Lopes, NiltoMendes,Euler Nobre Vilar,Alexandre Santana Sally, deputado Major Olímpio, Tania Fernanda Prado Pereira,Kelmann Oliveira Freitas e Amilton Crosera

Da esquerda para direita: Rogério Aparecido de Almeida Lopes, NiltoMendes,Euler Nobre Vilar,Alexandre Santana Sally, deputado Major Olímpio, Tania Fernanda Prado Pereira,Kelmann Oliveira Freitas e Amilton Crosera

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16 foi tema de reunião promovida na manhã desta segunda-feira (13) pelo SINDPOLF/SP com o deputado Major Olímpio (SD/SP), integrante da Comissão que analisa a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O encontro, ocorrido na Sede do Sindicato, contou com a participação do presidente, Alexandre Santana Sally, do vice-presidente Nilto Mendes e dos diretores Kelmann Oliveira Freitas e Rogério Aparecido de Almeida Lopes. Participaram também a diretora da ADPF/SP, Tania Fernanda Prado Pereira; o diretor regional da Abrapol/SP, Amilton Crosera e o diretor regional da APCF, Euler Nobre Vilar. A reunião reforça a união de todas as entidades contra a PEC.

Major Olímpio ouviu dos representantes sobre a preocupação com a PEC 287/16 que desconsidera a natureza de risco da atividade policial. Todos ressaltaram as questões da dura rotina de trabalho nas ruas, o estresse e doenças que acometem cada vez mais os profissionais de segurança pública.

Para os representantes, a PEC desvaloriza policiais.

Para os representantes, a PEC desvaloriza policiais.

Para o grupo, a PEC 287/16 também desmotiva a entrada de futuros profissionais, que não verão perspectivas de futuro, além de desrespeitar a família do policial quando reduz pensões de viúvas e dependentes. Todos são categóricos ao afirmarem que a PEC desvaloriza os policiais.

“Vim aqui, como um deputado que está na Comissão da Reforma da Previdência, porque a situação mais aguda que hoje causa preocupação aos policiais federais em todos os quadros no país é exatamente em relação a esse projeto, a PEC 287”, comentou Major Olímpio. Em sua opinião, a Proposta suprime garantias mínimas à categoria.

Para o parlamentar, no momento em que se tem alterações em relação às aposentadorias de naturezas de risco, está se impondo à Polícia Federal “quebra de valores mínimos que foram conquistados”. “Estou usando adequadamente o termo ‘valores mínimos’ porque o governo passa para a imprensa e população dizendo que está suprimindo privilégios. Polícia Federal não tem privilégio nenhum”, explicou. “A aposentadoria especial está ai justamente pelo risco e o desgaste da profissão”, disse.

Menos efetivo

Na avaliação do deputado, o tempo médio de vida para um policial, após sua aposentadoria, é significativamente menor do que o tempo de vida de outro profissional. Major Olímpio ainda alerta para outro problema: “O número de policiais federais que hoje podem aposentar, segundo informações extra-oficiais, é da ordem de 20%. Se votarmos isso agora iremos perder 20% dos policiais em todo o Brasil. Ao invés de você reforçar a Lava Jato, e a credibilidade da PF, você vai tirar 20% deste efetivo agora”.

E adverte: “Quer proteger a sua Polícia Federal, as suas polícias estaduais, a sua guarda municipal? Seja contra esse projeto 287/16 neste momento”.

Sobre o voto – Sobre a votação da PEC, Major Olímpio afirmou: “Luto 24 horas dias para que não passe porque ela é injusta, principalmente aos trabalhadores da área pública. Quem quebrou o país foi a classe política com corrupção, se há déficit na Previdência não é o servidor público que deixou de pagar. Nós contribuímos com 11%,não só durante o serviço ativo, mas contribuímos durante a aposentadoria”.

SINDIPOLF/SP